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Marcos Vinicius rechaça acusações feitas por Edgar Ricardo
O advogado criminalista Marcos Vinicius Borges emitiu nota após ser acusado por Edgar Ricardo Oliveira, réu confesso da chacina que resultou na morte de sete pessoas, em Sinop (a 480 km de Cuiabá), de que só teria aceitado defendê-lo para “divulgar seu nome na mídia ”. Marcos Vinicius deixou a defesa de Edgar dias antes da audiência de instrução alegando motivos particulares. As declarações de Edgar foram feitas durante o Tribunal do Júri, que foi realizado nessa terça-feira (15) – leia ao final
Apesar da alegação, após mais de 12 horas de júri, Edgar foi condenado a 136 anos , 3 meses e 20 dias de prisão em regime fechado. Ele pode recorrer da sentença, mas recolhido à Penitenciária Central do Estado (PCE). Além disso, deverá pagar indenização de R$ 200 mil.
Em sua primeira fala no Tribunal do Júri, Edgar disse que não recebeu as orientações do criminalista. “Eu não fui assistido, eu não tive advogado. O meu defensor [Marcos Vinícius] só apareceu aqui para falar comigo praticamente no dia da audiência de instrução. A única coisa que ele queria era divulgar o nome dele na mídia, como todo mundo sabe. Ele usou da minha imagem e do sofrimento de 9 famílias”, disparou.
O criminalista, por sua vez, se defendeu por meio de nota no Instagram dizendo que não houve qualquer tipo de irregularidade na sua atuação como advogado. “Pelo contrário, sempre atuei com o pleno aval do acusado, que me descreveu os fatos exatamente como foram abordados. Essa manobra não apenas desvia a responsabilidade, mas também distorce a verdade dos fatos, revelando uma tentativa clara de se eximir das suas próprias decisões”, diz trecho da nota.
“Embora eu seja um defensor fervoroso dos direitos e garantias do acusado, não considerei viável que ele utilizasse um instrumento de defesa, que é o advogado, para justificar uma alteração de tese e explicar o motivo de não tê-la abordado anteriormente”, acrescenta.
No dia 3 de junho deste ano, a 15 dias do início do Tribunal do Júri, Marcos Vinicius Borges comunicou, em termo de renúncia, que iria deixar a defesa de Edgar.
Ainda no texto postado nas redes sociais, o advogado reafirmou que a retirada da defesa ocorreu por motivos pessoas. “Foi uma decisão de minha própria iniciativa. É importante ressaltar que houve uma completa resistência por parte do acusado, que expressou seu desejo para que eu continuasse atuando em sua defesa. Essa situação foi cuidadosamente considerada, mas optei por seguir meu caminho por razões pessoais”, completa.
No fim, Edgar acabou sendo defendido pelo defensor público Ricardo Bosquesi, que pediu que o Júri desconsiderasse as qualificadoras de meio cruel, apontando que o réu utilizou uma arma de fogo de calibre alto, matando as vítimas rapidamente, algo que, segundo ele, é contrário ao meio cruel, que seria “uma morte lenta”; de motivo torpe e perigo comum (crime que coloca em risco um número indeterminado de pessoas).
Julgamento
O julgamento, que teve a duração de quase 12 horas, condenou Edgar pelos crime de homicídio com qualificadoras de motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou defesa das vítimas e vítima menor de 14 anos. A decisão foi assinada pela juíza Rosângela Zacarkim dos Santos.
As vítimas foram identificadas como: Maciel Bruno de Andrade Costa, de 35 anos; Orisberto Pereira Sousa, de 38 anos; Elizeu Santos da Silva, de 47 anos; Josué Ramos Tenório, de 48 anos; Adriano Balbinote, de 46 anos; Getúlio Rodrigues Frasão Júnior, de 36 anos; Larissa de Almeida Frazão, de 12 anos, filha de Getúlio.
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