Advogado recebia ameaças, mas não acreditava que seria morto, revela DHPP

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O ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso, Renato Gomes Nery, disse para uma testemunha, dias antes de ser executado, que estava sendo ameaçado de morte, mas não acreditava que seria morto por causa do assassinato de Roberto Zampieri, morto sete meses antes. A informação foi revelada pelos delegados Caio Albuquerque e Bruno Abreu Magalhães, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá.

Segundo Bruno Abreu, após diversas oitivas, apenas uma pessoa teria informado sobre as ameaças que Nery vinha sofrendo. Nem a própria família sabia. “O Nery não contava para ninguém que estava sendo ameaçado, até porque ele acreditava que com a morte do Zampieri – isso são palavras dele – não teriam coragem de matar outro advogado”, afirma.

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“Ele contou sobre uma ameaça específica para uma pessoa, uma testemunha. Ele contou dias antes de morrer que estava sendo ameaçado, e o caso é um fato que se concretizou com a morte dele”, acrescenta o delegado.

Ainda conforme a autoridade policial, Nery não tinha medo de morrer, apenas de perder a terra pela qual estava disputando com os supostos mandantes. “Pelo que a gente investigou, no próprio telefone do Renato, de outros parentes mais próprios, o Renato não tinha medo de morrer”, explica.

“Ele afirmava isso. Não tinha medo de morrer e o único medo era perder a terra. Tanto que, no finalzinho da vida dele, ele estava tentando passar essas terras para as filhas e logo depois acabou sendo morto”, completa.

Prisões

Até o momento, 10 pessoas foram presas por suspeita de envolvimento com a morte do advogado Renato Nery. Todos seguem detidos.

Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos foram detidos na última sexta-feira (09) suspeitos de serem os mandantes do crime. Conforme a Polícia Civil, eles teriam contratado o policial militar Jackson Pereira Barbosa para intermediar o homicídio. O policial Ícaro Nathan Santos também teria participado do intermédio.

Jackson, segundo as investigações, teria contratado o também policial militar, 3º sargento da Força Tática, Heron Teixeira Pena Vieira, que teria contratado o caseiro de sua chácara, Alex Roberto de Queiroz Silva , para executar o crime.

Já os policiais militares Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros Ramos e Wekcerlley Benevides de Oliveira foram indiciados por suspeita de elo em um falso confronto no Contorno Leste, em Cuiabá. Os suspeitos teriam forjado esse confronto para plantar a arma utilizada no assassinato de Nery. 

Caso

Renato Nery morreu aos 72 anos atingido por disparos de arma de fogo no dia 5 de julho do ano passado, na porta de seu escritório, na Capital. O advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, porém não resistiu e morreu horas após o procedimento médico.

Desde a ocorrência do homicídio, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do profissional. As investigações da DHPP apontam a disputa de terra como a motivação para o homicídio do ex-presidente da OAB-MT.

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Link da Matéria – via RD News

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