
A Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros (ACSPM/BM-MT) acionou a Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para apurar a acusação de que PMs teriam modificado a cena do crime do assassinato de Gabrieli Daniel de Moraes, de 31 anos. Em nota, a Associação, presidida pelo sargento Laudicério Machado, salienta que o delegado Edison Pick acusou policiais de terem retirado a arma de fogo utilizada no homicídio de onde o suspeito teria deixado.
Montagem/Reprodução
Gabrieli foi encontrada morta na noite desse domingo (25), em sua residência no bairro Praeirinho, em Cuiabá. O suspeito do homicídio é seu marido, o policial militar Ricker Maximiano de Moraes , de 33 anos, que se apresentou à Polícia Civil nessa segunda-feira (26) e encontra-se preso pelo crime. Após prisão do suspeito, Pick disse à imprensa que a PM teria mexido na cena do crime.
“A gente veio recolher a arma do crime, que ele deixou na casa do pai dele e Polícia Militar veio aqui e retirou a arma da onde ele tinha deixado. Mais uma vez a PM veio mexer em uma cena de crime. Com certeza atrapalha as investigações. Eu não sei quem tirou a arma”, reclamou.
Em resposta, a Associação esclareceu que a equipe da PM recebeu autorização para entrar na casa, bem como realizar uma varredura no local, onde encontraram a arma utilizada. Em seguida, os militares apreenderam o material e entregaram à polícia.
Para o presidente da ACS, Laudicério Machado, a fala do delegado foi infeliz e precipitada.
“Ao invés de estar no encalço de quem seria o suspeito, estava a autoridade policial a tentar demonizar uma instituição quase bicentenária, sob o escopo de esperar que lhe fosse apresentada a arma e quem a teria retirado da residência, como se ela já não estivesse sendo apresentada na delegacia especializada”, afirmou.
Além disso, a ACS avalia que o delegado, ao insinuar possível obstrução de Justiça, “viola, não apenas esse dever, mas também os princípios da moralidade, da urbanidade e da impessoalidade que permeiam o serviço público”.
A Polícia Civil e o MPMT devem acompanhar o caso.
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