
Rodinei Crescêncio/Rdnews
O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) reclama que está de “mãos atadas” em relação à concessão do transporte público municipal e diz que recebeu uma “bomba armada” do antecessor, o ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Isso porque, logo no início da gestão, foi surpreendido com uma decisão judicial que fez a prefeitura reconhecer R$ 35 milhões de dívidas das empresas de transporte público.
Crítico ferrenho do modelo atual, durante a campanha, Abilio prometeu “atacar” o tema e melhorar a qualidade do sistema. Durante visita à sede do , onde concedeu entrevista, o prefeito afirma que o contrato vigente é muito vantajoso para a concessionária e que deixa pouco espaço para que a gestão faça ações.
Segundo ele, as cláusulas são tão favoráveis às empresas hoje recebem R$ 11,60 por cada passagem. “Na verdade, o usuário paga R$ 4,95 e a prefeitura paga a diferença naquele cartão que está pagando. O vale do transporte, que o empregador paga, ele só paga a parte dos R$ 4,95 e a prefeitura subsidia ainda a outra parte do transporte público. Numa conta muito difícil, muito ruim. E a gente precisa melhorar o sistema do transporte público”, desabafa Abilio.
“ Ás vezes está mais barato ir de uber né! passa lá, pega duas, três crianças e leva para a escola e ia ratear o custo”
Abilio ainda revela que o “complemento” das passagens, somadas às gratuidades – para estudantes e idosos – custam R$ 210 milhões por ano. Neste sentido, reclama que no orçamento de 2025 há previsão de apenas R$ 120 milhões para essa finalidade, o que cria um problema orçamentário a ser resolvido. “Entenda o seguinte, o orçamento é como se fosse gavetinhas. De tal recurso vai para essa gaveta, tal recurso para essa, tal recurso para essa aqui. O orçamento não tem uma lacuna em aberto falando assim: essa gaveta tá vazia, põe esses R$ 100 milhões lá dentro dessa gaveta”, dispara.
Para Abilio, o valor da passagem também é alto demais. Ele exemplifica que em um único dia de aula, cada aluno custa R$ 23 ao erário – levando em consideração a ida e a volta da escola. “Ás vezes está mais barato ir de uber né! Uber passa lá, pega duas, três crianças e leva para a escola e ia ratear o custo. Ia ser mais barato do que pagar R$ 23 por criança. Mas, é o que acontece na gestão pública”, frisa.
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