
Eleito para comandar a Prefeitura de Cuiabá pelos próximos quatro anos, Abilio Brunini (PL) voltou a defender a revogação do empréstimo de R$ 139 milhões do Executivo junto ao Banco do Brasil para a conclusão de obras no Município. Segundo ele, é possível adquirir esse valor por meio de emendas parlamentares e por isso, não há necessidade contrair essa dívida.
Thaís Fávaro
“Existem outras formas de ter esse recurso. Só para se ter uma noção, eu como deputado federal tenho R$ 67 milhões de emendas, os senadores tem mais de R$ 200 milhões de emendas, os deputados estaduais tem R$ 20 milhões em emendas. Por que a Prefeitura quer contrair um empréstimo com altos juros, ainda mais ela tendo uma avaliação baixa no Tesouro Nacional, nota C, que impede que ela tenha uma condição de juros e de prazo considerável? Para que contrair um empréstimo desse se você pode conseguir através de emendas parlamentares?”, questionou o prefeito eleito.
A contratação do empréstimo foi aprovada na Câmara de Cuiabá em regime de urgência no dia 16 de julho. O valor seria usado no financiamento das Obras de Infraestrutura Viária e Mobilidade Urbana, em Obras de Infraestrutura no Mercado do Porto e para a instalação de Usina Fotovoltaicas. Ao todo, 16 vereadores votaram favoráveis. No entanto, a medida foi suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Na semana passada, o vereador Demilson Nogueira (PP) apresentou um projeto de revogação da lei. Ele argumentou que não há motivos para manter, uma vez que a gestão Emanuel Pinheiro (MDB) está chegando ao fim e a dívida ficaria para o próximo prefeito, no caso, Abilio.
“A gestão havia feito a proposta, nada avançou e nós já estamos prestes a escolher um novo prefeito e que o novo prefeito defina as metas que ele quer trabalhar. Nós estamos falando de um empréstimo que naquele momento eu entendi que o Contorno Leste e a Feira do Porto tinham que avançar, que os buracos tinham que ser tapados, então votei favorável. No entanto, a gestão está findando. Eu já vou propor hoje a revogação da autorização de empréstimo de R$ 139 milhões”, disse Demilson na ocasião.
Além da revogação, Abilio acredita que Emanuel não conseguirá concluir o empréstimo antes do dia 31 de dezembro, data que marca o encerramento da gestão. Neste caso, mesmo que a revogação não seja feita, Abilio garante que não dará continuidade aos trâmites para a contratação.
“Eu não acredito que o Emanuel vai conseguir contrair esse empréstimo. Ele tem um empréstimo aprovado pela Câmara, mas para contrair ele teria que ter celeridade em todos esses processos para conseguir fazer nos últimos meses de mandato […] eu acredito que não conseguirá, porque faltam dois meses só. Se não contrair eu não farei”, concluiu Abilio.
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