
O prefeito eleito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) afirmou que não aceitará “interferências externas” na formação da nova Mesa Diretora da Câmara da Cuiabá com objetivo de prejudicar sua gestão que inicia em 1º de janeiro de 2025. Segundo ele, o presidente da Assembleia Legislativa Eduardo Botelho (União Brasil), o ministro da Agricultura e Pecuária Carlos Fávaro (PSD) e até mesmo a facção criminosa Comando Vermelho (CV) estariam articulando para conquistar a presidência da Casa.
Thaís Fávaro
Abilio indicou a vereadora eleita Paula Calil (PL), irmão do deputado estadual Faissal (Cidadania), que coordenou sua campanha, para presidir o Legislativo cuiabano. Seus adversários estariam articulando a candidatura do vereador reeleito Jeferson Siqueira (PSD).
“Não vou entregar a Mesa! Não vou entregar a Mesa para o Comando, nem para ninguém. E se tiver que lutar pela Câmara Municipal e defender a Câmara, eu vou lutar e defender”, disse Abilio, durante visita à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na manhã desta quarta-feira (06).
Abilio também afirmou que vereadores da base do atual prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) se uniram para “colocar a faca no pescoço”. De acordo com o prefeito eleito, o objetivo do grupo seria usar a Mesa Diretora para negociar cargos e contratos em troca de apoio aos projetos do Executivo.
“A conversa que me trazem é que já estão nomeando alguns cargos na Prefeitura de Cuiabá, na gestão do Emanuel. Eles sonham em ter a Mesa para segurar esses cargos. Querem poder falar: se romper o contrato de determinada empresa, os projetos não passam”, completou.
Comando Vermelho
Sobre a suspeita de envolvimento de vereadores com o CV, Abilio citou o caso do vereador Paulo Henrique (MDB), preso durante a Operação Pubblicare, deflagrada pela Polícia Federal para apurar esquema de lavagem de dinheiro da facção por meio de shows e casas noturnas na Capital. Nesta semana, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) denunciou o emedebista por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, em razão dos indícios da sua atuação para favorecer o grupo criminoso.
Abilio também lembrou que o vereador eleito Rafael Ranalli (PL), que é da Polícia Federal, afirmou em entrevistas que a facção criminosa elegeu quatro parlamentares na Câmara neste ano. No entanto, os nomes não foram revelados.
Neste sentido, Abilio enfatizou que está disposto a defender a Câmara de Cuiabá. Além disso, rechaçou aceitar qualquer tipo de pressão quando assumir a chefia do Executivo.
“E se tiver que lutar para defender a Câmara Municipal, eu vou lutar e defender. Não vamos aceitar negociação. Não vamos aceitar pressão. Não vou aceitar faca no pescoço e não vamos fazer negociação com aqueles que estão do lado errado do jogo”, concluiu.
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