Abilio diz que marchinha acaba na 4ª e prioridade é tapar buraco e saúde

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Alair Ribeiro

O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) evita defender ou condenar o projeto do correligionário Rafael Ranalli, que quer proibir o uso de recursos públicos da prefeitura na realização do Carnaval pelos próximos quatro anos.  

“Eu acho que o projeto tem a finalidade de colocar prioridades para os recursos públicos, acredito que ter prioridade é importante, mas eu não sei se esse projeto vai passar”, desconversa Abilio, ponderando que não vai sofrer por antecedência.

“Estou com hipertensão, sofrendo pra burro com um monte de problemas e vou sofrer por antecipação com projetos que nem foram aprovados?”, questiona o liberal.

O gestor reconhece que a festa é importante para cidade, movimentando o comércio e o turismo, mas reflete que, neste momento, não tem condições de aplicar nenhum real no Carnaval. O prefeito, que assumiu o mandato em 1º de janeiro, ressalta que precisa implementar ações voltadas à pavimentação asfáltica, limpeza da cidade e também para a saúde que vive epidemia de arboviroses.

“A cidade está cheia de buracos, cheia de mato, dengue, Chikungunya e eu vou me preocupar se eu vou ou não gastar dinheiro com Carnaval? Não vou gastar dinheiro com Carnaval agora, vou gastar o dia em que a cidade estiver Ok”, frisa, ressaltando que a “marchinha” acaba na Quarta-feira de Cinzas, mas os problemas continuarão e vão precisar ser resolvidos. Por outro lado, ele ressalta que deputados e até vereadores podem destinar recursos para a festa.

Debate na Câmara

Declarações aconteceram um pouco antes do Legislativo rejeitar o requerimento para que o projeto de Ranalli fosse apreciado em regime de urgência. Vereadores decidiram analisar tema sem pressa após várias críticas ao projeto.

A presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Mato Grosso (Abrasel-MT) , Lorenna Bezerra, que participou da sessão nesta terça (25), condenou a proposta. “É a mesma coisa que dizer: pessoal, não venham pra Cuiabá, vão embora daqui, porque a gente não quer vocês aqui”, afirmou.

Para ela, caso projeto seja aprovado, vetando recursos públicos até 2028, os setores de turismo, bares e restaurantes serão duramente prejudicados.

“O turista precisa se organizar, o empresário precisa se organizar, então é uma medida que a gente não aprova, que não deve ser tomada. Queremos o turismo aqui, a movimentação, ainda mais no período do Carnaval, pois viemos de janeiro com o movimento fraco, porque Cuiabá não é uma cidade de entrada, é de saída, as pessoas saem de férias, então a cidade morre no começo do ano. No período de Carnaval, temos a oportunidade de trazer essas pessoas, ou pelo menos permitir que os moradores fiquem aqui, ele [Ranalli] está fazendo um movimento contra isso”, afirmou.

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Link da Matéria – via RD News

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