
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta quarta-feira (25) que não há indícios de tentativa de venda do medicamento Mounjaro dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Capital. Segundo ele, a apuração interna da Prefeitura não confirmou a acusação feita por uma paciente , que relatou ter sido abordada por uma médica durante atendimento.
“Ao que tudo indica, não é o que ela disse. Ao que tudo indica, a médica indicou uma medicação para o tratamento de saúde dela. E eu acredito que a recomendação da médica provavelmente está certa”, declarou o prefeito.
Danielly Monteiro
Abilio reforçou que prescrever um medicamento não configura irregularidade. “Recomendar é diferente de vender. Ofertar uma receita a um medicamento para tratamento de saúde é diferente de vender”, pontuou.
De acordo com o prefeito, a investigação conduzida pela gestão municipal não encontrou evidências de comercialização dentro da unidade e que “a médica não tentou vender esse medicamento para ela [paciente]”, disse.
O prefeito adotou um tom mais cauteloso e levantou a hipótese de má interpretação por parte da paciente. “De repente a médica chegou e falou: ‘Olha, vou te recomendar o medicamento Mounjaro’ e ela [paciente] entendeu isso totalmente errado e achou que a médica estava querendo vender o medicamento para ela”, afirmou.
Ele também destacou dificuldades na identificação da profissional denunciada. “Essa paciente passou pelo mínimo cinco médicos profissionais dentro das UPAs. Não tem como você saber qual foi o médico que ela está acusando. Ela não cita o nome do médico. (…) Então essa acusação muito vazia que ela [paciente] fez, eu acho que prejudica as acusações graves, as acusações sérias”, declarou.
Boletim de ocorrência registrado
O prefeito informou que a paciente foi convidada a formalizar a denúncia, mas que ela recusou. “A gente foi chamar aquela paciente para fazer o boletim de ocorrência, ela não quis ir fazer. Mas nós fizemos um registro”, afirmou.
Segundo ele, o caso será encaminhado às instâncias competentes. “Agora cabe à polícia, se entender necessário, chamar a paciente, investigar. Nossa parte a gente fez. Nós vamos encaminhar o Conselho Regional de Medicina também para defender a profissional”, disse.
Abilio ressaltou ainda que o medicamento citado não faz parte da lista recomendada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas pode ser indicado por médicos. “Qualquer médico é liberado para fazer a recomendação que ele assim entender”, concluiu.
Entenda o caso
A denúncia veio à tona na segunda-feira (23), quando uma moradora do bairro Jardim Leblon afirmou, durante uma coletiva de imprensa, que uma médica teria tentado vender o medicamento Mounjaro enquanto ela buscava atendimento por dores no corpo. A paciente alegou que ouviu da profissional que os sintomas estavam ligados à obesidade.
Na ocasião, Abilio chegou a afirmar que o caso seria investigado e que poderia haver desligamento da profissional caso a prática fosse comprovada. O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso também informou que acompanharia o caso e aguarda informações oficiais para eventual apuração.Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

Faça um comentário