
O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) defendeu a decisão de não prolongar os feriados na rede pública municipal no segundo semestre deste ano. Além disso, afirmou que os servidores públicos não devem receber privilégios.
A decisão sobre o feriados do Dia do Servidor Público, em 28 de outubro, e da Consciência Negra em 20 de novembro, gerou descontentamento entre os profissionais da educação. No entanto, Abilio rebateu as críticas.
Rodinei CrescêncioRdnews
“Eu entendo que muitos profissionais da Educação acham que o descanso é merecido. É merecido para todo mundo. O descanso é merecido tanto para a rede privada, quanto para a rede pública. É necessário, é merecido, mas quando não há esse descanso na rede privada, eu não posso fornecer esse descanso na rede pública. É incoerente eu tratar o trabalhador do serviço público com privilégios muito além do que aquele da rede privada”, disse o prefeito. Veja Abaixo
No início da semana, o secretário municipal de Educação, Amauri Monge Fernandes , anunciou que Prefeitura de Cuiabá vai manter os prolongamentos apenas em caso de feriados nacionais. Para Abilio, a medida é necessária para não atrapalhar o cotidiano das famílias.
“Não dá para a gente colocar a criança em casa e o pai no trabalho. ‘Ah, mas a escola não é abrigo, a escola não é lugar de…’ Não, a escola não é isso não. Escola é lugar de educação, lugar de formação. A legislação fala que o mínimo tem que ser 200 dias letivos, o mínimo. Ela não fala sobre o máximo. O máximo pode ser quantos dias for necessário”, completou.
Abilio ainda declarou que os profissionais da educação não podem reclamar da situação. Segundo ele, todos recebem por mês e não por dia letivo.
“O profissional de educação, ele não ganha por dia letivo, ele ganha por mês. Ele ganha por mês trabalhado, ele ganhou pelo mês de janeiro, pelo mês de fevereiro, pelo mês de março, pelo mês de abril, é por mês que ele recebe. Então, ele não pode reclamar (…) Ele tem direito ao salário no fim do mês”, concluiu.
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