
O prefeito eleito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que cogita fazer uma vaquinha para pagar o ressarcimento de R$ 2,8 milhões ao Tesouro Nacional, determinado pelo juiz Alex Nunes de Figueiredo, da 55ª Zona Eleitoral de Mato Grosso. O valor é referente a ausência de comprovação de execução de serviços gastos com a T2 Comunicação Vídeo e Produções, onde foi apresentado somente uma nota fiscal com “descrição genérica”, o que resultou na desaprovação das contas da campanha. A decisão é dessa quinta-feira (12).
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Em entrevista com a imprensa nesta sexta-feira (13) na Prefeitura de Cuiabá, Abilio negou que tenha ocorrido irregularidades . “Eu acho que houve um grande equívoco na interpretação do juiz e da sua equipe técnica, porque não tem como não comprovar esse gasto”, salienta.
“Tudo bem, se ele quiser que devolve, a gente vai fazer uma vaquinha, pedir ajuda para os amigos e vamos devolver o dinheiro da agência, que provou o trabalho dela”, acrescenta.
Entre as falhas apontadas pelo magistrado, está a ausência de comprovação de execução de serviços gastos com a T2 Comunicação Vídeo e Produções, onde foi apresentado somente uma nota fiscal com “descrição genérica” – (R$ 2,1 milhões). O juiz salientou que a mencionada despesa ocorreu de forma concomitante com outras contratações para prestar o mesmo serviço a ser realizado pela empresa de assessoria.
Abilio explicou ainda que o serviço prestado pela empresa está comprovado. “A campanha inteira foi baseada na agência de publicidade. A gente fez todo o material da campanha da TV, todo o material de campanha dos impressos, de todo o material da rede social, do site, tudo, tudo a partir da agência. Então está todo o material, está toda a comprovação lá, mas o juiz interpretou que não havia como comprovar”.
“Todos os horários eleitorais, todos os programas eleitorais, todos os programas de rádio, todos os programas e as inserções, tudo na internet, está tudo totalmente comprovado. E ele interpretou que quer o dinheiro de volta da agência de publicidade”, lamenta.
Ainda na quinta-feira, a Assessoria Jurídica da campanha eleitoral de Abilio e da vice Vânia Rosa (Novo) informou que irá apresentar embargos de declaração à Justiça Eleitoral com o objetivo de demonstrar que as contas devem ser aprovadas, não havendo fundamentos para qualquer determinação de recolhimento de valores.
“O principal questionamento apontado pela equipe técnica da 55ª Zona Eleitoral refere-se aos gastos com publicidade. No entanto, destaca-se que o valor gasto pela campanha foi compatível com os preços de mercado e, inclusive, inferior ao de outros candidatos. Dessa forma, não há justificativa para devolução de recursos”, diz trecho da nota.
Além disso, reforçou que todos os serviços contratados foram efetivamente prestados. Isso pode ser comprovado pela veiculação do programa eleitoral em bloco e das inserções ao longo do primeiro e segundo turnos, além do amplo alcance e engajamento da campanha nas redes sociais.
“A equipe confia que, com os esclarecimentos apresentados, a decisão será revisada, garantindo a aprovação das contas e a exclusão de qualquer penalidade”, conclui.
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