
Projetada como um dos cartões postais e espaço de lazer de Várzea Grande, a Orla da Alameda Júlio Muller é uma realidade distante da planejada. Inaugurada no fim de 2020, nos últimos dias do mandato da ex-prefeita Lucimar Campos, a estrutura, que custou R$ 17 milhões, está abandonada, tomada pelo mato, lixo e se deteriora.
Com 700 metros de comprimento, a orla se estende da avenida da FEB, na ponte Júlio Müller, até a Rua Sebastião dos Anjos, no bairro Alameda. O local é utilizado principalmente para atividades físicas, como caminhadas e corridas. No entanto, o que deveria ser um espaço de lazer e bem-estar está se transformando em um verdadeiro matagal.
Leia também – Mixto busca classificação à semifinal do Mato-grossense
Hospedado em um hotel localizado em frente à orla, “Seo Jorge” utiliza o local diariamente. Para a reportagem, ele lamentou a situação. “Como visitante da cidade, eu creio que isso seja um dos cartões postais da região. É uma pena. Eu frequento aqui todos os dias em virtude do meu horário de trabalho e a gente observa uma situação de abandono. Fiação, iluminação sendo roubada, lixo, mato, fezes de animais, estacionamento sobre a calçada nos finais de semana. É triste”, relatou. Allan Mesquita
A vegetação que toma conta da pista de caminhada é uma das principais queixas de quem usa o espaço diariamente. Além disso, a falta de iluminação pública, a presença de lixo espalhado por toda a área, com destaque para tampas de marmitas e garrafas de vidro e plásticas, agravam ainda mais o cenário de abandono.
A falta de segurança também é tópico de reclamação, já que o espaço tem se tornado um ponto de concentração de usuários de drogas. Allan Mesquita
As amigas Glacy e Sirley, que estavam caminhando pelo local, lamentaram a falta de cuidados da administração pública. “É muita sujeira, lixo jogado. O mato já está virando semente, dando espaço até para ladrão se esconder. Está certo que é época de chuva, mas está muito feio a situação. Na calçada tem uma árvore caída”, desabafou Glacy, uma das frequentadoras do local.
Sirley acrescentou. “Aqui poderia ser mais cuidado, é um cartão postal da cidade, um ponto turístico. Muitas pessoas passam por aqui para ver o rio. Quando tiver bem limpo e cuidado, vamos ter mais honra para nossa cidade. Precisamos cuidar da nossa natureza”, disse Sirley.
Além de ser um ponto de lazer e de prática de atividades físicas, a orla da Alameda abriga bares e restaurantes que atraem moradores e turistas, especialmente nos fins de semana. Os mirantes, que deveriam oferecer uma vista agradável do rio Cuiabá, estão com partes da estrutura enferrujadas e pilares descascando.
As calçadas obstruídas pela vegetação forçam pedestres a arriscarem sua segurança pela pista de bicicleta ou até mesmo pela avenida, expondo-se ao tráfego de veículos. “Muito sujo de mato. Aqui passam crianças todos os dias, cedo e à tarde. As crianças têm que ir para a rua. É muito perigoso, carro, mato alto”, afirmou Walter, enquanto acompanhava seu filho pequeno para a escola.
Outro lado
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Várzea Grande questionando sobre a limpeza da Orla, mas até o momento não houve um posicionamento oficial.
Allan Mesquita Allan Mesquita
Allan Mesquita

Faça um comentário