
A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) classificou como inadmissível o episódio que classifica como violência política sofrido pela correligionária e prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, por parte do presidente da Câmara do município, Wanderley Cerqueira (MDB). A parlamentar discursava durante o VI Encontro Nacional das Procuradoras da Mulher no Legislativo, realizado nesta quarta-feira (18), em Brasília, quando soube do caso.
“Acabo de receber uma denúncia grave do meu estado. A prefeita de Várzea Grande vem sendo alvo de várias ações por ser, única e exclusivamente, mulher”, afirmou Coronel Fernanda durante sua fala.
Assessoria
De acordo com o relato, o episódio mais recente ocorreu após a prefeita encaminhar um pedido de urgência ao Legislativo municipal para viabilizar a transferência de R$ 6,9 milhões em recursos oriundos de emendas parlamentares estaduais e federais, destinados à saúde pública do município.
“ A prefeita é o quê? É vaca? Ao invés de cuidar da saúde do povo, ele está atacando a honra de uma mulher que administra a segunda maior cidade de Mato Grosso” Coronel Fernanda
Ainda conforme a deputada, durante a discussão do tema, o presidente da Câmara teria orientado o líder do governo municipal, Bruno Rios, que defendia a urgência na votação do projeto, a “parar de ‘leitear’ a prefeita .
“A prefeita é o quê? É vaca? Ao invés de cuidar da saúde do povo, ele está atacando a honra de uma mulher que administra a segunda maior cidade de Mato Grosso”, declarou.
A deputada ressaltou que o caso não é isolado e alertou para a recorrência de episódios semelhantes envolvendo mulheres em espaços de poder. Ela também afirmou que a Procuradoria da Mulher já iniciou providências institucionais.
“Vamos acionar todos os meios necessários para que esse presidente tenha a punição cabível. Nenhuma mulher é para ser ‘leiteada’. Mulher é para ser respeitada”, enfatizou.
Entre as medidas anunciadas, estão o encaminhamento da denúncia à direção do MDB, partido ao qual pertence o presidente da Câmara, além de acionamento da Justiça Eleitoral, diante da hipótese de enquadramento como violência política contra a mulher.
Encerrando sua fala, Coronel Fernanda reforçou o papel da Procuradoria da Mulher no enfrentamento a esse tipo de situação. “A Procuradoria não fala muito no grito, mas, no quieto, nós fazemos muito. As mulheres podem confiar”, disse.

Faça um comentário