Estudos apontam fruta que pode desencadear crises de enxaqueca

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Consumida especialmente em dias quentes e considerada uma fruta leve e saudável, a melancia pode desencadear crises de enxaqueca em algumas pessoas. Pesquisas científicas indicam que cerca de um quarto dos pacientes que sofrem com enxaqueca relatam dor de cabeça após ingerir a fruta. O fenômeno está associado à presença de citrulina, um aminoácido abundante na melancia que, ao ser metabolizado pelo organismo, favorece a dilatação dos vasos sanguíneos — um dos mecanismos envolvidos no início das crises.

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A relação entre o alimento e a dor de cabeça já foi observada em estudos que analisaram pacientes com histórico de enxaqueca. Em alguns casos, a dor surge relativamente rápido após o consumo, geralmente entre uma hora e meia e duas horas depois da ingestão da fruta. Ainda assim, especialistas destacam que a melancia não é um gatilho universal e que a maioria das pessoas pode consumi-la sem qualquer problema.

Segundo o neurologista Marcelo Marinho, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a reação costuma ocorrer em indivíduos que já têm predisposição para a doença.

“Em uma parte dos pacientes isso pode acontecer. Estudos mostram que até um quarto das pessoas com enxaqueca relatam dor de cabeça após consumir melancia. Isso não significa que a fruta seja um gatilho para todos, mas indica que, em pessoas predispostas, ela pode funcionar como desencadeante”, explica.

O papel da citrulina

A melancia é rica em citrulina, um aminoácido que passa por transformações metabólicas no organismo e contribui para a produção de substâncias capazes de promover a dilatação dos vasos sanguíneos. Para pessoas com enxaqueca, o cérebro pode ser mais sensível a essas alterações.

“Em pessoas com enxaqueca, o cérebro é mais sensível a essas mudanças, o que pode ativar os mecanismos que desencadeiam a crise”, afirma Marinho.

Esse processo pode ajudar a explicar por que determinados alimentos são capazes de precipitar episódios de dor em pacientes que já têm o sistema neurológico mais suscetível a estímulos externos, como alterações no sono, estresse ou certos componentes da dieta.

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Link da Matéria – via RD News

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