
O homem encontrado morto, com sinais de espancamento e com os pés amarrados, na madrugada desta quinta-feira (12), no bairro Parque Atalaia, em Cuiabá, foi identificado como Alisson Meira da Silva, de 32 anos. Ele é ex-presidiário e cumpria regime semiaberto.
Conforme apurado pelo , Alisson estava fora do cárcere desde novembro de 2024 e também responde a um processo por ameaça.
Segundo informações preliminares, ele era motorista por aplicativo e procurou a delegacia na terça-feira (10) relatando que vinha recebendo ameaças de integrantes de uma facção criminosa após ter sido exposto nas redes sociais por uma garota de programa.
De acordo com o relato do motorista à polícia, ele teria contratado os serviços da mulher, mas o programa não foi realizado após uma discussão sobre os valores combinados. Após o desentendimento, a passageira publicou nas redes sociais uma denúncia afirmando que ele teria tentado matá-la.
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Ainda conforme o registro, a foto de Alisson com a acusação passou a circular em diversos grupos nas redes sociais. Depois da repercussão, pessoas que se identificaram como integrantes de uma facção criminosa começaram a entrar em contato com o motorista por meio de WhatsApp e outras redes, fazendo ameaças.
Entre as mensagens recebidas, os suspeitos afirmavam que iriam “pegar” o motorista, motivo pelo qual ele procurou a delegacia para registrar a ocorrência.
O corpo de Alisson foi localizado por volta de 1h da madrugada desta quinta-feira (12). A Polícia Militar foi acionada por uma enfermeira que relatou a presença de um homem caído, com sangramento na cabeça.
Ao chegar ao local, os policiais encontraram a vítima ensanguentada e com os pés amarrados. Próximo ao corpo também foram localizados estojos de munição.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado e apenas constatou a morte.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizou a análise no local e encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia.
As circunstâncias do crime ainda são investigadas pela Polícia Civil.

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