Mulheres transformam comunidades com solidariedade em Cuiabá

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No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, histórias de mulheres que dedicam tempo, talento e sensibilidade para transformar a vida de outras pessoas mostram que o impacto social muitas vezes começa com pequenas iniciativas e cresce dentro das comunidades. Em Cuiabá, exemplos de solidariedade, cuidado e mobilização social partem das que atuam no voluntariado, na saúde e em ações comunitárias.

A voluntária Bruna Lima é fundadora do grupo Netos da Alegria, que realiza visitas ao Abrigo Bom Jesus para levar momentos de carinho e companhia aos idosos. A inspiração para o trabalho voluntário vem de casa.

 

“Eu sempre fiz trabalho voluntário. Cresci acompanhando minha mãe, Suely Lima, fazendo esse tipo de trabalho,tive uma experiencia quando trabalhava na área da saúde, gostei e comecei”, conta.

 

A ideia do grupo surgiu durante o Outubro Rosa, quando Bruna organizou um “dia de beleza” para as idosas do abrigo. A iniciativa deu origem ao projeto, que hoje realiza visitas mensais.

“A gente pinta a unha delas, faz trança no cabelo, joga dominó com os rapazes. O foco maior é dar atenção, porque enquanto a gente faz essas atividades surge o diálogo e o carinho”, explica.

Outra voluntária que atua diretamente com pessoas em situação de vulnerabilidade é Célia Leite, integrante da Associação Solar – Solidariedade, Amparo e Resgate. Ela começou no projeto de forma inesperada, após uma vizinha pedir uma assadeira emprestada para preparar bolos de uma ação solidária. No começo eram poucas marmitas, depois passamos a fazer 100, 150, até 200 para entregar nas ruas.

  Reprodução

 

Célia afirma que sua motivação para atuar em causas sociais vem da própria trajetória de vida.

“O Solar nasceu da dor que eu vi de perto, mulheres silenciadas, famílias desamparadas, crianças precisando de proteção. E eu sempre acreditei que a solidariedade não pode ser apenas sentimento, ela precisa ser ação. Liderar essa associação não é apenas uma função, é um propósito de vida.”, conta Célia.

 

Hoje, ela afirma que vê o trabalho social também como uma forma de apoiar pessoas de comunidades esquecidas.

Na área da saúde, a enfermeira Oriana Flumignan também transformou uma política pública em um projeto que impacta diretamente a vida de pacientes. Ela criou em Cuiabá o primeiro grupo de apoio para pessoas que desejam parar de fumar dentro do Programa Nacional de Controle do Tabagismo.

O projeto começou em 2016 após profissionais de saúde identificarem um grande número de fumantes atendidos na unidade. Um levantamento na Unidade Básica de Saúde do Planalto encontraram 22 pacientes que queriam parar de fumar e iniciaram o primeiro grupo”, explica.

Além do protocolo médico, Oriana também implantou terapias complementares para ajudar no processo de cessação do tabagismo como a auriculoterapia como tratamento auxiliar para ajudar a controlar ansiedade, compulsão e insônia, que são dificuldades comuns para quem está tentando parar de fumar.

O projeto parou durante a Pandemia e hoje, na Unidade básica de Saúde do bairro Bela Vista, o grupo realiza reuniões semanais e atividades de apoio, como caminhadas e encontros temáticos.

 

Arquivo pessoal  

“Sempre procuro aplicar o que o Ministério da Saúde recomenda. Quando percebi a demanda de pessoas que queriam parar de fumar, senti que precisava dar uma resposta como profissional de saúde. Também existe um motivo pessoal: perdi meu pai, tabagista desde os 11 anos, que teve um aneurisma cerebral aos 48. Ao longo da vida vi muitas pessoas sofrerem por doenças ligadas ao cigarro. Por isso acredito tanto nesse trabalho”, relata Oriana.

Ela considera o apoio do grupo como algo fundamental, visto que muitas pessoas já tentaram parar sozinhas ou com tratamento particular, mas no grupo encontram força, acolhimento e apoio para conseguir.

Histórias como as de Bruna, Célia e Oriana mostram que o protagonismo feminino vai além de cargos ou posições formais. Em diferentes áreas, essas mulheres impactam diretamente suas comunidades, provando que empatia, iniciativa e dedicação podem transformar realidades.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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