
O governador Mauro Mendes (União) voltou a reclamar da instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o suposto esquema de fraude em licitações na Secretaria de Estado de Saúde (SES), descoberto no âmbito da Operação Espelho.
Segundo ele, tais fatos já foram investigados pela Polícia Civil e Ministério Público (MPMT), e que a Comissão é muito mais um movimento político. Ele também voltou a reclamar das assinaturas que haviam sido colhidas há mais de anos atrás, e que alguns deputados buscaram anular suas assinaturas, o que não foi aceita pela Mesa Diretora do parlamento estadual.
“Isso foi uma manobra política feita e eu lamento que nesse momento, que nós temos tanta coisa séria para fazer, temos que perder tempo com isso. Quer investigar? Pode investigar. Mas não investigar aquilo que a polícia já investigou, que o Ministério Público já investigou e que já processou”, disse Mendes nesta terça-feira (3).
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Contudo, Mendes diz não temer as investigações e uma possível convocação para prestar depoimento na CPI. “Eu estou pronto para responder a qualquer coisa do Estado de Mato Grosso”, pontuou.
Para Mauro, a criação da CPI é um movimento político visando as eleições deste ano, e que não houve seriedade na hora da apresentação do requerimento. A declaração ocorre no dia em que à Assembleia publica a lista dos membros titulares e suplentes da CPI.
Irão compor a Comissão os deputados Wilson Santos (PSD), autor do pedido e quem presidirá a comissão, Janaina Riva (MDB), Dilmar Dal Bosco (União), Beto 2 a 1 (PSB) e Chico Guarnieri (PRD). Já os suplentes são: Thiago Silva (MDB), Lúdio Cabral (PT), Carlos Avallone (PSDB), Paulo Araújo (PP) e Dr. Eugênio (PSB).
A CPI iniciará quase três anos após o escândalo de corrupção em contratos das Secretarias de Saúde (SES), descobertos durante a Operação Espelho da Delegacia Especializada de Combate a Corrupção (Deccor-MT). Deflagrada em 2021, a operação descobriu uma suposta organização criminosa que atuava para fraudar e controlar os contratos e licitações do Estado durante os dois primeiros anos da pandemia da covid-19 em Mato Grosso.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), os empresários teriam ‘auxílio’ e orientação de servidores da saúde para concretizar as fraudes. Vinte e uma pessoas chegaram a ser denunciadas. O processo acabou subindo para a esfera federal. Já em setembro de 2024, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) suspendeu a ação e os inquéritos.

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