
Após a Câmara Municipal arquivar a Comissão Processante que apurava supostas irregularidades na compra de uniformes escolares com o slogan de campanha “Transparência, Trabalho e Progresso”, a prefeita de Várzea Grande , Flávia Moretti (PL), diz que sempre esteve segura quanto ao desfecho, sustenta legalidade e vê “exagero” em comissão. O relatório final será encaminhado ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) para análise.
“Vejo que a oposição sistemática que se criou contra mim é até pela quebra de paradigma que estamos fazendo em Várzea Grande. Eu entendo os vereadores quando aprovaram a comissão, porque foi colocada em pauta. Mas quem levou à abertura do processo colocou a Casa numa situação em que não haveria necessidade”, afirmou ao Jornal do Meio-Dia desta quarta-feira (25).
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A prefeita avaliou que a investigação poderia ter ocorrido por meios mais simples, sem a instalação de uma comissão processante. Para ela, a medida acabou provocando instabilidade política e administrativa.
“A partir do momento em que você tem uma comissão que pode cassar a prefeita, cria-se uma instabilidade política que dificulta até buscar recursos federais e estaduais”, pontuou.
A denúncia que motivou a comissão sustenta possível promoção pessoal e violação aos princípios da administração pública relacionada ao uso do slogan da gestão. A prefeita reiterou que não houve promoção pessoal nem prejuízo ao erário.
Ela afirmou ainda que, quando a denúncia surgiu, a prefeitura chegou a cogitar o recolhimento das peças.
“Quando vimos a denúncia, eu falei: vamos retirar. Mas muitas mães já estavam usando e não quiseram devolver”, relatou.
Por fim, Moretti disse que aguarda sem preocupação a análise do Ministério Público e defendeu que o episódio está superado. “Ficou claro para a população que eu não devo nada. Agora é seguir trabalhando para fazer Várzea Grande crescer”, concluiu.

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