Sem fiscalização, só a suspensão da CNH não coíbe violência no trânsito, diz especialista

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Os estudantes pré-selecionados na chamada única do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) 2026 devem complementar, a partir desta sexta-feira (20), as informações prestadas no momento da inscrição. O prazo terminará às 23h59 de terça-feira (24), no horário de Brasília.

 

O Carnaval deste ano foi o mais letal da década no trânsito, com 130 mortes segundo dados da PRF (Polícia Rodoviária Federal). A instituição divulgou, nesta quinta-feira (19), um balanço das ocorrências nas estradas durante o feriado, enquanto especialistas alertam sobre a importância de uma abordagem multilateral para tratar do problema.

 

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Vale lembrar que o Brasil passa por mudanças nas regras para tirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação), enquanto ainda esbarra no sistema de pontuação do Código de Trânsito Brasileiro. Atualmente, o teto para suspensão da carteira são 40 pontos para quem não cometeu nenhuma infração gravíssima em um ano.

Em entrevista ao Conexão Record News, o especialista em mobilidade urbana Daniel Ortiz reflete sobre os números. “Nós temos que ampliar muitas vezes a forma de fiscalização. Já tem até diversos estudos onde pretende-se instalar radares, onde a medição de velocidade não vai ser feita por um único ponto, e sim por uma média no trajeto.”

 

Ele também aponta um problema grande de conscientização, ao considerar o grande número de motoristas autuados por dirigirem embriagados ou por infrações como o uso do celular ao volante.

“A suspensão das carteiras é sim uma medida interessante, no sentido que você está punindo o mal motorista”, argumenta, enquanto pondera que é necessário um controle maior para evitar que os punidos continuem a dirigir sem habilitação.

“Simplesmente a cassação burocrática da carteira, sem uma fiscalização de fato, sem uma política de fato de proibição desse motorista de dirigir, acaba tendo uma pouca efetividade na prática.”

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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