
Em entrevista na manhã desta quarta-feira (16) ao programa Tribuna, da Rádio Vila Real FM 98.3, o candidato a prefeito de Cuiabá, Lúdio Cabral (PT), afirmou que já deixou claro ao seu partido a sua posição com relação a temas como liberação do aborto, drogas e ideologia de gênero nas escolas, destacando que é contra. Ele lamentou que seu adversário, Abilio Brunini (PL), esteja focando neste assunto e afirmou que faz isso apenas para gerar contenda e medo na população.
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Logo em seu primeiro programa eleitoral no segundo turno Lúdio já fez questão de pontuar que é cristão e também é contra estas pautas destacadas pelo candidato do PL. Ele explicou que decidiu fazer isso para se defender das “fake news” e para deixar claro à população a sua posição.
“O candidato adversário, infelizmente ao invés de apresentar propostas para a população e dizer o que irá fazer, como irá fazer e com que recursos irá fazer, porque para resolver os problemas de Cuiabá precisamos trabalhar em parceria com Governo do Estado e Governo Federal, porque ele só sabe xingar o Governo Federal (…), ele desde o final do primeiro turno faz uma campanha de medo, uma campanha de ódio (…). Ele teve a capacidade de dizer que cristão não vota em Lúdio, ora que capacidade ele tem de dizer isso?”.
Lúdio esclareceu que o estatuto do seu partido dá a liberdade a seus filiados de se posicionarem como preferirem com relação a pautas religiosas. Ele destacou que é cristão, casado com uma evangélica e quis deixar isso claro desde o início do segundo turno para combater os ataques de seu adversário.
“Sou médico, fiz um juramento de proteger a vida, desde a concepção (…), eu sou pai de 5 filhos, eu quero os meus filhos e os filhos de todas as famílias de Cuiabá protegidos contra a droga, portanto eu sou contra a liberação (…), sou contra esse debate de ideologia de gênero nas escolas, linguagem neutra nas escolas (…), deixei isso claro ao meu partido, e aos partidos que me apoiam, a minha posição”, pontuou.
O candidato do PT vê como “desespero” a postura de Abílio em focar nestes temas, porque sabe que gera medo na população. No caso, decisões sobre pautas como aborto, liberação das drogas, ideologia de gênero e outras do tipo, não têm nenhum envolvimento de prefeitos. Lúdio também criticou a estratégia do candidato do PL em resgatar seu jingle antigo, que o liga a Lula, Dilma e Silval.
“É desespero. Em 2012 eu fui candidato a prefeito de Cuiabá com o apoio do governador do estado, ate então ninguém sabia do que ele tinha feito (…). O candidato agora em 2024 usando isso na campanha… ele passa o tempo todo na campanha criticando o PT aqui, o PT ali (…) é uma irresponsabilidade dele trazer essas pautas para o debate numa eleição municipal”.
Lúdio lembrou que o próprio Abílio faz questão de não trazer em seu programa político o próprio posicionamento, por exemplo, com relação ao aborto.
“Ele deu uma entrevista em um podcast relativizando que criança de 12 anos pode engravidar (…). Criança de 12 anos que engravida é estupro de vulnerável, não pode relativizar, não pode se comportar como ele se comportou (…). Só estou dizendo isso porque ele está fazendo essa campanha de ódio e eu tenho que responder”.
O petista ainda afirmou que têm o apoio de seu partido e do Governo Federal, destacando que no próximo sábado o vice presidente Geraldo Alckmin (PSB) virá a Cuiabá para apoiar sua campanha, mas o presidente Lula, por causa de sua agenda, só poderá vir a capital após a campanha.
“Vamos ser bem sinceros, eu preciso do presidente é durante o meu mandato, porque quem esta participando da eleição é o Lúdio (…). Vai visitar Cuiabá ao longo de 4 anos para inaugurar as obras, não durante a campanha pra pedir voto”.

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