Reunião que decidiu sobre afastamento de Toffoli vaza, e ministros se dizem ‘perplexos’

Imagem

O vazamento da reunião dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) que decidiu pelo afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria dos processos do caso Master causou mais um momento ruim na Corte. Os trechos da reunião foram revelados pelo Poder360.

 

Leia também – Alertas de desmatamento reduziram no Brasil: 35% na Amazônia e 6% no Cerrado

 

Um ministro conversou com o Blog e disse que estão “perplexos”. Outros acreditam que o vazamento foi feito pelo próprio ministro Dias Toffoli.

 

A coluna apurou que ele tem negado a interlocutores que tenha sido ele. “Da minha parte, não”, diz o ministro a assessores.

 

Segundo a reportagem que revelou a gravação, Toffoli começou a reunião dizendo que iria recorrer caso fosse afastado. O ministro foi defendido por alguns ministros e percebeu que teria maioria a favor dele.

 

A ministra Cármen Lúcia foi mais crítica à atuação do ministro, enquanto que o ministro Flávio Dino o chamou de irmão. Já o ministro Luiz Fux disse que Toffoli tinha “fé pública”.

 

Tensão
A reunião dos ministros foi marcada por tensão e divergências internas antes de resultar na saída do ministro da relatoria dos processos ligados ao caso do Banco Master.

 

Segundo apurou o blog, o encontro começou em clima tenso. Toffoli estava resistente à ideia de deixar a condução dos casos e, inicialmente, não queria abrir mão da relatoria. A avaliação predominante entre os colegas, porém, era de que sua permanência aprofundaria o desgaste institucional da corte.

 

Ao longo da reunião, Toffoli “viu que ia perder” a disputa e acabou cedendo. A solução construída foi a de que a saída se daria a pedido do próprio ministro — e não por imposição do STF.

 

Convocação
O encontro dos ministros foi convocado pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, para discutir o relatório elaborado pela Polícia Federal após perícia no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo a corporação, foram encontrados no aparelho documentos com menções a Dias Toffoli e a outros ministros do STF.

 

A PF, então, levantou a hipótese de que Toffoli fosse declarado suspeito. Na reunião desta quinta, contudo, os ministros concluíram que não há cabimento para que a PF fizesse um pedido para que Toffoli deixasse a relatoria dos processos do Master.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*