Associação atuará como assistente de acusação em processo contra acusado de matar policial militar

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A Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (ACS-MT) irá protocolar pedido formal para atuar como assistente de acusação na ação penal que apura o assassinato do sargento da Polícia Militar Odenil Alves Pedroso, morto em maio de 2024. O principal acusado do crime é Raffael Amorim de Brito.

 

Preso neste ano, o suspeito foi transferido para Mato Grosso no último sábado (7) e permanece custodiado em regime fechado, aguardando os desdobramentos judiciais. O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) ainda não ofereceu denúncia formal no processo. O investigado estava foragido desde a data do crime.

 

Segundo o presidente da ACS-MT, sargento Laudicério Machado, a habilitação da entidade como assistente de acusação tem como objetivo contribuir para a celeridade processual e evitar que o caso permaneça impune.

 

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“Justiça só se consolida com condenação firme”, pontuou o militar.

 

Desde a data do assassinato, a associação disponibiliza à família do policial uma equipe jurídica completa para acompanhar o caso de forma permanente. A atuação institucional conta com autorização formal dos familiares da vítima, permitindo que a entidade represente juridicamente os interesses do militar também na esfera pública.

 

“Queremos que o processo tramite com a maior celeridade possível e que o criminoso seja penalizado com o rigor da lei. Perdemos um associado e um policial militar exemplar. É uma ausência para a família que jamais será suprida”, declarou o presidente.

 

Laudicério Machado também defendeu tratamento rigoroso ao caso, destacando a gravidade do crime por se tratar de um ataque direto a um agente público em serviço.

 

“O assassinato de um policial não pode tramitar como apenas mais um processo comum. Foi um ataque ao Estado. Quando se mata um policial em serviço, afronta-se toda a estrutura da segurança pública”, afirmou.

 

Relembre o crime

O sargento Odenil Alves Pedroso, hoje Subtenente “post mortem” foi executado com um tiro na cabeça no dia 28 de maio de 2024, enquanto trabalhava na segurança da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Morada do Ouro, em Cuiabá.

Na ocasião, o militar realizava escala extra com o objetivo de complementar a renda familiar e proporcionar melhor qualidade de vida aos seus familiares.

 

O suspeito, Raffael Amorim de Brito, permaneceu foragido por mais de um ano e meio, sendo capturado apenas em 7 de janeiro de 2026, durante operação policial realizada no estado do Rio de Janeiro.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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