‘Hoje não há uma empresa em MT que não esteja contratando’; afirma governador

Imagem

O governador Mauro Mendes (União) alegou que a demora na conclusão das obras do Bus Rapid Transit (BRT) se justifica pela dificuldade de contratar empresas devido à falta de mão de obra. Na última semana, ele afirmou que muitas empresas estão com problemas para montar equipes, o que faz com que licitações importantes, inclusive acima de R$ 100 milhões, não atraiam interessados. O discurso apresentado já foi repetido anteriormente para explicar a demora em algumas obras no Estado.

 

“Tivemos, em novembro, uma das menores taxas de desemprego. Eu vejo a dificuldade que grande parte das empresas está tendo para conseguir mão de obra. Qualquer cidadão percebe isso. Desde alguém para trabalhar em residências até pequenas, médias e grandes empresas, todos enfrentam dificuldade para contratar. Hoje, em Mato Grosso, é difícil encontrar uma empresa que não tenha vagas em aberto. Isso acaba refletindo na baixa performance das obras”, explicou Mendes.

 

Leia mais – ALMT oficializa criação de CPI para investigar fraudes na Secretaria de Saúde

 

Diante desse cenário, ele afirmou que o governo está revendo os modelos de licitação para viabilizar as contratações. Uma das alternativas em estudo é dividir grandes obras em lotes menores, permitindo a participação de empresas de pequeno e médio porte. Porém, alertou que isso pode trazer riscos.

 

“As empresas menores têm dificuldade em contratar o seguro. O governo não pode contratar uma obra pública sem exigir seguro. Então, é realmente uma situação que a gente está vivendo e não é a primeira. Nós estamos fazendo todos os estudos técnicos para viabilizar essas contratações”, declarou Mendes.

 

Sobre as obras do BRT 

O BRT é um sistema de transporte coletivo com corredores exclusivos para ônibus de alta capacidade, estações modernas e integração com outras linhas, projetado para melhorar a rapidez e a eficiência do transporte público em Cuiabá e Várzea Grande. O projeto começou em 2022 e prevê cerca de 49 km de corredores, três terminais e dezenas de estações ao longo da região metropolitana. Ele substitui o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), idealizado para a Copa do Mundo de 2014, mas que nunca andou um metro. Os vagões foram vendidos para a Bahia.

 

A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra MT) informou ao , que ainda precisam ser contratadas as obras de construção dos terminais do BRT no trecho entre o aeroporto e a avenida do CPA, além das obras de infraestrutura, estações e terminais do trecho do Coxipó, reforço estrutural de pontes e viadutos e a implantação do sistema de controle da operação. A única licitação considerada deserta até o momento foi a destinada à construção dos terminais e do Centro de Controle Operacional (CCO). O edital está em reavaliação e a previsão é de que a licitação seja relançada nas próximas semanas. A execução física total do BRT está em aproximadamente 70%.

 

Já foram concluídos os trechos entre o viaduto da Sefaz e o Hospital do Câncer, entre a Defensoria Pública e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), além dos trechos das avenidas da FEB e João Ponce de Arruda, em Várzea Grande. Os demais trechos seguem em execução. Em Várzea Grande, resta a construção do acesso ao novo terminal, localizado após o viaduto do Aeroporto. O terminal de Várzea Grande integra a licitação que foi considerada deserta e que será novamente lançada. O valor pago pela obra do BRT até o momento está em R$ 130,5 milhões, incluindo o contrato rescindido com o Consórcio Construtor BRT. 

Link da Matéria – via Gazeta Digital

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*