Juiz absolve ex-esposa de empresário assassinado a tiros em Cuiabá

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Keila Catarina de Paula, ex-esposa do empresário Wagner Florencio Pimentel , morto a tiros dentro do próprio carro em 2019, foi inocentada, na tarde desta terça-feira (15), do crime de lavagem de dinheiro. Na época, Keila foi alvo da operação Crédito Podre , sendo apontada como uma das peças fundamentais em fraudes fiscais e criação de empresas fantasmas totalizando R$ 140 milhões de danos à administração pública.

Conforme consta nos autos, a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) apontou Keila como “crucial” na gestão e movimentação dos recursos ilícitos na empresa Ápice Empresarial Ltda, onde funcionava o suposto “centro de operações” da organização, supostamente gerenciando os pagamentos e administrando os lucros ilícitos obtidos por meio das fraudes fiscais. Reprodução

Registro do local onde o empresário foi executado a tiros em fevereiro de 2019

Em sua decisão, o  juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jean Garcia de Freitas Bezerra, apontou não existir provas suficientes para a condenação de Keila. O magistrado destacou ainda que não foram juntados documentos ao qual Keila tivesse que se defender referente às fraudes tributárias alegadas, relacionadas à criação de empresas de fachadas para a fabricação de créditos simulados de  Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços  (ICMS). 

“Não há elementos que evidenciem o crime antecedente ou o eventual dolo da ré Keila Catarina de Paula quanto à existência das referidas fraudes. O próprio Parquet [Ministério Público] não atribuiu qualquer ato imputado à acusada relacionado aos crimes antecedentes ou que tivesse ciência da prática dos mesmos. Consta que o falecido marido da ré que seria o operador do esquema vinculado à operação Crédito Podre, mas não há qualquer menção a atos fraudulentos realizados pela denunciada”, diz trecho da decisão.

Ao , a advogada de defesa, Maria Abadia Pereira de Souza Aguiar, disse que Keila reagiu à notícia “com muita satisfação e alívio”, pois tinha convicção da sua inocência.

“Desde o início, [ela] esteve convicta de que os fatos e as provas apresentadas não demonstravam a legitimidade dos seus direitos, e a decisão veio confirmar. Para ela, é uma sensação de justiça sendo feita, apesar de todo sofrimento passado”, disse a advogada.

Morte de Wagner

O empresário morreu, aos 47 anos, com cinco tiros, dentro do próprio carro, na noite do dia 09 de fevereiro de 2019, no bairro Jardim das Américas, em Cuiabá. De acordo com o boletim de ocorrência, dois homens chegaram de moto e se aproximaram do carro de Wagner, momento em que atiraram contra a vítima e fugiram logo em seguida. 

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