
Homem de 40 anos foi indiciado pelo assassinato de Aristides Alves, 34, em Ponto Esperidião (326 km ao oeste de Cuiabá). O inquérito da Polícia Civil que investiga o crime foi concluído na quarta-feira (28). Aristides foi morto após uma briga de trânsito e o suspeito alegou “legítima defesa”. Vítima foi atingida por 3 tiros.
De acordo com a investigação, a causa do crime foi uma discussão de trânsito entre o suspeito e a vítima. Aristides chegou a ser socorrido com vida, mas morreu em uma unidade do Programa Saúde da Família (PSF) em decorrência dos ferimentos.
Já preso, ele confirmou a autoria dos disparos, alegando legítima defesa em razão de suposta ameaça proferida pela vítima.
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Segundo o delegado Diego Toledo, responsável pela investigação, em razão das provas reunidas (laudos, depoimentos e interrogatório), ficou evidente a materialidade e a autoria do homicídio.
“Todavia, as circunstâncias do fato, a dinâmica dos disparos e os demais elementos probatórios reunidos nos autos não corroboram a tese de defesa, indicando que o investigado agiu por motivo fútil, utilizando-se de arma de fogo para ceifar a vida da vítima após a discussão de trânsito”, pontuou o delegado Diego Toledo.
Diante dos fatos, o investigado foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil. Após o indiciamento, o inquérito será enviado ao Poder Judiciário, possibilitando o oferecimento de denúncia pelo Ministério Público e o prosseguimento da ação penal.
O crime
De acordo com as informações divulgadas pelo , o crime foi registrado por volta das 19h50 do dia 5 de janeiro. Polícia Militar foi acionada assim que a vítima deu entrada em um posto de saúde da cidade. Porém, Aristides não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo.
Testemunha contou que a vítima seguia de carro pela avenida Júlio José Campos quando parou a porta de uma casa e começou a pedir socorro. O homem já estava baleado.
Morador fez o resgate e o encaminhou para a unidade de saúde. Porém, não soube informar a dinâmica do crime. Câmeras de segurança instaladas pela avenida podem ajudar entender melhor a dinâmica do homicídio.
Polícia Militar isolou a área do crime para os trabalhos da Polícia Civil e Perícia Oficial (Politec). Dentro da caminhonete havia sangue e algumas cápsulas de arma de fogo.

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