Pardos somam 63% da população e 15% têm ensino superior; veja perfil populacional de VG

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Várzea Grande ganhou, após 158 anos, um Diagnóstico Socioterritorial,  uma ferramenta estratégica de investigação e análise que mapeia as características sociais, econômicas, culturais e de infraestrutura de um território específico.  O estudo, que funciona como “radiografia” identificando vulnerabilidades, riscos e potencialidades, fundamentando o planejamento de políticas públicas e ações de Assistência Social.

 

O diagnóstico foi realizado pela equipe setorial da Secretaria Municipal de Assistência Social, planejado há pelo menos seis meses, para mapear minuciosamente a sociedade Várzea-grandense.   

 

No balanço, foi apontado que o município apresenta grande diversidade étnica em sua composição étnico-racial e social. Cerca de 63,4% da população é composta por pardos, sendo o maior grupo étnico-racial do município. O grupo populacional formados por brancos ocupa a segunda posição com 23,8%. Outros 12,4% se identificam como pretos. 

 

Quanto à escolaridade, o levantamento revela que 39,8% da população possui ensino médio completo, enquanto 19,6% concluíram o ensino fundamental. Já 15,2% têm ensino superior completo, demonstrando avanços educacionais, mas também evidenciando desigualdades. Outros 22,9% concentram-se entre ensino fundamental incompleto e níveis mais baixos de escolarização, o que reforça a necessidade de políticas públicas integradas nas áreas de educação, assistência social e geração de renda.

 

O Diagnóstico Socioterritorial também aponta disparidades territoriais significativas, com bairros apresentando maior concentração de vulnerabilidades sociais, como baixa renda, insegurança alimentar, déficit de acesso a serviços públicos e fragilidade nos vínculos familiares e comunitários. 

 

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, ressaltou que o diagnóstico consolida um novo momento da gestão municipal, pautado pelo planejamento e pela responsabilidade social.

 

“Várzea Grande completa 158 anos e passa a contar, pela primeira vez, com um Diagnóstico Socioterritorial. Isso demonstra o compromisso da nossa gestão com o planejamento sério, com políticas públicas baseadas em dados e com o cuidado real com as pessoas”, afirmou a prefeita.

 

Moretti destacou ainda que o estudo será fundamental para orientar investimentos e garantir mais eficiência nas ações sociais.“Esse instrumento vai orientar o Plano Municipal de Assistência Social 2026–2029, garantindo que os serviços sejam territorializados, humanizados e cheguem a quem realmente precisa. Nosso compromisso é fortalecer a rede de proteção social e reduzir desigualdades históricas do município”, concluiu.

 

Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social, o estudo serviu de base para a elaboração do Plano Municipal de Assistência Social 2026–2029, alinhado às diretrizes do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). A proposta é qualificar a gestão, ampliar a cobertura dos serviços e garantir atendimento humanizado e contínuo à população em situação de vulnerabilidade.

 

“Esse diagnóstico é histórico para Várzea Grande. Pela primeira vez temos um retrato fiel da nossa realidade social, construído a partir de dados, escuta técnica e análise territorial. Ele nos permite planejar ações mais eficazes, direcionar recursos de forma correta e garantir que a política de assistência social chegue, de fato, a quem mais precisa”, destacou a secretária.

 

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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