Ex-funcionária é investigada por furtar R$ 400 mil de cirurgias plásticas pagas para hospital

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Uma mulher envolvida em desvio de dinheiro de hospital foi alvo de mandados de busca, na manhã desta terça-feira (27), em Cuiabá. A investigada utilizava meios de receber em sua conta pessoal os valores pagos pelos pacientes à instituição. Mesmo após ser demitida, em 2025, ela ainda se passava por funcionária para solicitar valores aos pacientes.

 

Os mandados de busca e apreensão, quebra do sigilo dos dados do aparelho telefônico, sequestro de bens móveis e imóveis e quebra do sigilo bancário têm com o intuito de apurar o crime de furto mediante abuso de confiança.

 

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Informações iniciais apontam que a suspeita causou prejuízo de mais de R$ 400 mil ao hospital especializado em cirurgias plásticas na Capital. Ela utilizou sua função de confiança para acessar o sistema financeiro da entidade e, reiteradamente, apropriar-se de valores.

 

O dinheiro era transferido para uma conta de titularidade da investigada e para outra conta vinculada a um instituto, sendo possível identificar diversas transferências, pagamentos e Pix destinados a ela, sem nenhum respaldo contratual ou justificativa operacional.

 

Modo de ação
Na fraude financeira, os pacientes realizavam pagamentos referentes a cirurgias e procedimentos médicos, acreditando que os valores estavam sendo destinados ao hospital. De posse das informações da agenda cirúrgica, ela emitia recibos ou orientava os pacientes a realizar transferências Pix ou pagamentos por maquininha de cartão.

 

Os valores eram depositados diretamente em contas controladas pela investigada, e não na conta institucional do hospital. Para dar aparência de legalidade, em alguns casos, a investigada chegou a emitir nota fiscal falsa, simulando procedimentos não realizados ou utilizando informações falsas.

 

Continuidade dos crimes
A investigada foi desligada da empresa em fevereiro de 2025, mas, mesmo assim, continuou a se passar por funcionária, mantendo contato com pacientes e solicitando novos pagamentos, mesmo sem vínculo com o hospital, o que demonstra a permanência do dolo e a intenção de continuidade delitiva.

 

Segundo o delegado Luiz Felipe Leoni, responsável pelas investigações durante o cumprimento das ordens judiciais, foi apreendido um veículo Toyota Corolla, que estava em posse da investigada.

 

“A recuperação de ativos é um dos fundamentos da máxima efetividade na persecução criminal, ante a descapitalização dos agentes criminosos como estratégia importante no combate ao crime. Tais premissas têm norteado esta Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá”, pontuou o delegado. 

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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