
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), disse que nenhum governador de Mato Grosso consegue “quebrar o tabu” e eleger prefeito na Capital porque o povo cuiabano não é “massa de manobra” para votar em candidatos que são “impostos” por chefes do Executivo estadual.
Reprodução
“O povo cuiabano nasceu para ser cabeça e não cauda, nasceu para liderar e não ser liderado. O povo cuiabano não é massa de manobra. Você não terceiriza uma candidatura e fala que o governador vai mandar você votar no fulano porque ele diz que é o bom. Opa, alto lá, não é bem assim não”, disse Emanuel em entrevista ao Programa do Wilson Santos, nessa segunda-feira (14).
O assunto voltou a ficar em evidência após o primeiro turno da eleição municipal deste ano, quando o governador Mauro Mendes (União Brasil) foi cabo eleitoral do deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), que mesmo liderando as pesquisas de intenção de voto, foi derrotado nas urnas .
No entanto, essa dificuldade em eleger um aliado não se limita apenas a Mauro Mendes. Desde 1985, nenhum governador consegue eleger o seu candidato à Prefeitura da Capital.
Emanuel afirma que Cuiabá só elege prefeito independente, com personalidade e que tenha “peitado” o sistema.
“Se você escrever a história da cuiabania e dos grandes embates que enfrentaram os candidatos à Prefeitura, sempre foram eleitos prefeitos que tinham liderança, autonomia e audácia para junto a população promover a construção daquele momento histórico”, completou.
Mauro Mendes, que foi prefeito entre 2023 e 2016, derrotou Lúdio Cabral (PT), que era o candidato do então governador Silval Barbosa. Já Emanuel venceu o próprio Wilson Santos em 2016 e Abilio Brunini (PL) quando se reelegeu em 2020.
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