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Raquel Gomes de Almeida mora atualmente no Maranhão e é uma das sobreviventes da chacina
O julgamento de Edgar Ricardo de Oliveira, réu confesso da chacina de Sinop (a 480 km de Cuiabá), em 2023 começou nesta terça-feira (15). A primeira pessoa a ser ouvida no julgamento foi Raquel Gomes de Almeida, esposa de Getúlio Rodrigues Frasão Júnior, de 36 anos, e mãe da menina de apenas 12 anos que foram mortos na chacina.
Hoje, Raquel mora em Governador Nunes Freire, no Maranhão, e participou da audiência de forma virtual. Aos prantos, ela contou que ficou sozinha com a morte do marido e da filha. “Minha vida se transformou. Eu tinha eles dois, o Getúlio trabalhava, tinha a (minha filha) que ficava o tempo todo comigo. Agora estou sem ninguém, sozinha, não tenho mais ela (filha) comigo”, desabafa.
“(Minha filha) era uma criança alegre, estudiosa. Era tudo pra mim. Ela tinha 12 anos. Ia fazer 14 anos agora”, continua. “Quero que ele continue preso. Que ele pague pelo que ele fez. Ela não vai mais voltar, mas ele ficando preso é um alívio”, acrescenta.
Durante seu testemunho, Raquel contou que, durante a chacina, ficou em estado de choque e não se lembra onde estava quando os tiros começaram. “Sentei em algum lugar. A gente fica sem saber”.
O julgamento continua sendo realizado nesta terça-feira e pode ser acompanhado pelo Youtube.
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