
Na sua cruzada para viabilizar a candidatura ao governo do Estado em 2026, o senador Jayme Campos (União) mantém as portas abertas para possíveis alianças em torno de seu nome. Um dos movimentos recentes envolve o ex-governador Pedro Taques, que assumiu o comando do PSB e procurou o parlamentar para discutir uma composição eleitoral.
Taques telefonou para Campos na última semana, agendando uma conversa para o início de 2026. O ex-governador já iniciou articulações para reestruturar a legenda, que deve sofrer um esvaziamento com a saída do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, para o Podemos.
“Nós ficamos de conversar após o período festivo de fim de ano. Marcamos um café”, confirmou Taques.
Leia também – Governo ignora decisão e segura repasse de emendas a Janaina
Jayme Campos lançou-se como pré-candidato ao governo em novembro e cobra que o União Brasil realize uma consulta aos prefeitos, vereadores e diretórios municipais para definir se a sigla terá candidatura própria. Além de Taques, Jayme mantém canais abertos com o PSD do ministro Carlos Fávaro. Ambos têm trocado afagos e participaram de eventos juntos, incluindo um jantar na casa do ministro com a presença do deputado estadual Júlio Campos (União).
Outro canal de diálogo estabelecido por Jayme é com o MDB da deputada estadual Janaina Riva, pré-candidata ao Senado e considerada a principal adversária política do Palácio Paiaguás no momento.
Questionado sobre as conversas, Jayme as classifica como naturais, afirmando que sempre foi um político de conversa. Porém, mesmo com a agenda movimentada, o senador diz que ainda é cedo para selar alianças e que sua prioridade atual é conversar com as bases e a população.
“Na política é preciso ter diálogo, então eu converso com todo mundo que está disposto a dialogar. Mas ainda está muito cedo para falar em aliança. Estou primeiro conversando com a população, ouvindo as demandas para construir um projeto político que atenda a todos, principalmente os mais necessitados. Nosso estado é rico, mas ainda tem muita gente vivendo abaixo da linha da pobreza, e nós precisamos distribuir melhor essa riqueza”, pontuou o senador.

Faça um comentário