Defesa cita cela insalubre e obesidade ao pedir remoção de ‘braço direito’ de Marcola

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Justiça determina que a Secretaria de Administração Penitenciária providencie medidas para o imediato recambiamento ao estado de São Paulo de Ricardo Batista Ambrózio, considerado número 2 do Primeiro Comando da Capital (PCC) e braço direito de Willians Herbas Camacho, o Marcola, liderança da facção no país. Ricardo, que também é conhecido como Kaiak ou Perfume, foi preso em julho de 2025 em um estacionamento de supermercado em Várzea Grande, após 12 anos foragido.

 

Atualmente, está detido na Penitenciária Central do Estado (PCE), onde concentra a maior parte das lideranças do Comando Vermelho (CV). Temendo pela vida do reeducando, a defesa formulou pedido de transferência para o Centro de Ressocialização de Várzea Grande. A medida deve ser analisada, assim como as diligências para recambiamento ao estado paulista. A decisão para a transferência é do juiz de Execuções Penais, Geraldo Fernandes Fidelis Neto.

 

O vice-líder do PCC estava foragido desde 2013. Ele foi descoberto após a esposa procurar a Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) para realizar a segunda via de documentos de seus filhos. Foram levantadas suspeitas sobre a legitimidade dos documentos e a Polícia Civil iniciou as investigações e chegou até o criminoso. Perfume e toda a família usavam documentos falsos e ele exercia a função de sintonia final da rua da facção e era considerado o principal responsável pela liderança da organização fora do sistema prisional paulista.

 

Defesa

A defesa de Ricardo alega que o reeducando se encontra submetido a condições de custódia que violam frontalmente sua integridade física e sua dignidade, em razão da insalubridade da cela, com forte cheiro de tinta e tíner devido a reformas, ausência de ventilação, segregação prolongada e suposta omissão na prestação de assistência médica. A defesa destaca que o reeducando é portador de diabetes, hipertensão e obesidade, o que o coloca em situação de risco acentuado e requer ambiente minimamente salubre. Aponta, ainda, que sua manutenção na unidade atual representa risco de morte, inclusive por conflitos com facção rival na mesma unidade, e que sua permanência na ala segregada configura desvio de finalidade e ilegalidade.

 

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Link da Matéria – via Gazeta Digital

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