
Eloá tem 6 anos e nasceu com cranioestenose, uma condição rara que compromete o crescimento do crânio. Desde os primeiros meses de vida, ela já passou por três cirurgias de reconstrução craniana — a primeira aos 4 meses de idade, em 2020.
Com o crescimento, surgiram novas complicações. Aos 1 ano e 8 meses, Eloá precisou ser novamente operada devido ao surgimento de uma encefalocele. No ano passado, após diagnóstico de edema de papila — sinal de aumento da pressão intracraniana —, passou por uma terceira cirurgia, desta vez para descompressão do cérebro.
Agora, em fevereiro de 2026, a criança precisará passar pela quarta cirurgia, que corresponde à segunda etapa do procedimento realizado no ano anterior: retirada das placas e reconstrução da parte frontal do crânio.
Sem acesso às cirurgias pelo SUS ou por plano de saúde, e sem tempo hábil para disputas judiciais, a família enfrenta sozinha os custos do tratamento. A mãe dela arca sozinha com todas as despesas. A médica responsável aceitou realizar os procedimentos mesmo sem receber integralmente o valor da cirurgia anterior, o que gerou uma dívida em aberto além do custo da nova intervenção.
Para conseguir seguir com o tratamento, a família está promovendo uma rifa e mobilizando redes de apoio. O caso levanta discussões sobre acesso a cirurgias de alta complexidade, judicialização da saúde e o papel da solidariedade em situações de urgência médica infantil.

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