Chico 2000 critica articulação contra Paulo Henrique: “Que não seja politicagem”

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O presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Chico 2000 (PL), disse esperar que o pedido dos vereadores da oposição   para abertura de Comissão Processante contra o vereador Paulo Henrique (MDB), na próxima sessão, marcada para  24 de setembro, não seja baseado em “politicagem”. Paulo Henrique foi preso na manhã desta sexta-feira (20),  durante Operação Pubblicare, desencadeada pela Polícia Federal (PL),  sob suspeita de ser   responsável por atuar em benefício do Comando Vermelho na interlocução com os agentes públicos, recebendo, em contrapartida, benefícios financeiros. 

Rodinei Crescêncio

“Eu espero que não seja essa a intenção [política], porque se for, é muito triste. Não se mexe com a vida das pessoas com intenção exclusivamente eleitoreira. Eu não faço isso, eu não faço pirotecnia somente porque estou em período eleitoral ou em qualquer outro período. Eu procuro conduzir as coisas de forma séria, respaldada pela legalidade. Então, eu não quero acreditar que esse procedimento que estão sugerindo, seja por questões eleitoreiras”, disse Chico 2000  à imprensa.

Os vereadores Demilson Nogueira (PP), Dilemário Alencar (União Brasil), Maysa Leão (Republicanos), Eduardo Magalhães (Republicanos), Michelly Alencar (União Brasil) e Rogério Varanda (PSDB) convocaram uma coletiva de imprensa, em frente à Câmara Municipal,  para pedir celeridade no processo que eles mesmos haviam protocolado , no dia 10 de junho, pedindo pela cassação de Paulo Henrique, quando o vereador  foi alvo de busca e apreensão na Operação Ragnatela, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso (Ficco) no último dia 05 de maio.

Os parlamentares alegam que a Comissão de Ética, presidida pelo vereador Rodrigo Arruda e Sá (PSDB), “sentou” no processo e que não deu celeridade, principalmente pelo fato de Rodrigo e Paulo Henrique serem vereadores da base do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Segundo eles,   esse seria o motivo do processo não ter  recebido à atenção necessária.

Chico 2000  rebateu as acusações e disse que a Comissão de Ética agiu de maneira correta, uma vez que na época não haviam provas contra o parlamentar e mesmo assim, decidiu  seguir com a apuração dos fatos, ao invés de arquivar o caso.

“As coisas precisam ser tratadas com verdade. Nós não podemos nos aproveitar de um momento ou se uma situação para tirarmos proveito disso. Eu não faço isso, eu não ajo assim para agradar ou desagradar ninguém. Lá atrás houve a primeira operação,  onde o vereador Paulo Henrique teve uma busca e apreensão na sua casa, desse processo de investigação inicial, o vereador não foi indiciado. Se ele não foi indiciado, que base jurídica teria a Comissão de Ética para já de imediato instaurar um procedimento e cassá-lo? Nenhuma e nós não podemos ser levianos”, completou  o presidente.

“A Comissão de Ética, de forma consciente, coerente, respeitosa, tratando sempre com a presidência desta Casa e que teve também a orientação deste presidente, foi até a polícia judiciária, pegou cópia de todo o procedimento que tem mais de 5 mil páginas e ao invés de arquivar o processo, porque não tinha elementos para manter o processo aberto, mas não arquivou e aguardou a continuidade das investigações”, concluiu Chico 2000.

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