Professor da UFMT lança livro sobre potencial de Chapada e Domo de Araguainha

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O livro “Geopatrimônio em Geoparques no Brasil” foi lançado na última sexta-feira (28), em Cuiabá, reunindo pesquisadores, estudantes e profissionais interessados na relação entre território, cultura e ciência. Entre os destaques, estão dois símbolos de Mato Grosso com potencial para virarem geoparques reconhecidos: Chapada dos Guimarães e o Domo de Araguainha.

 

A obra, organizada pelo professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e presidente da Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo), Caiubi Kuhn, e pelo professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Marcos Antonio Leite do Nascimento, apresenta ao público os geoparques reconhecidos pela Unesco e os principais sítios de relevância geológica do país.

 

Com linguagem acessível e voltada à divulgação científica, o livro propõe aproximar o leitor da história natural do Brasil, mostrando como as formações rochosas, fósseis e paisagens ajudam a compreender a evolução do território. Entre os destaques, estão dois locais turísticos de Mato Grosso, a Chapada dos Guimarães e o Domo de Araguainha.

 

Segundo o professor Caiubi Kuhn, a Chapada dos Guimarães reúne uma das geodiversidades mais expressivas do país, com cânions, paredões areníticos, fósseis e estruturas geológicas que revelam antigos mares, desertos e a presença de dinossauros. “É um território com enorme potencial científico, educacional e turístico, capaz de fortalecer ações de
conservação e geração de conhecimento”, afirma.

 

O Domo de Araguainha, localizado entre Mato Grosso e Goiás, também ganha destaque na publicação por ser a maior cratera de impacto de meteorito da América do Sul. A estrutura, formada há cerca de 254 milhões de anos, possui relevância internacional pela sua contribuição para estudos sobre eventos geológicos extremos e transformações do planeta.

 

A obra também apresenta os seis Geoparques Mundiais da Unesco no Brasil: Araripe, Seridó, Caminhos dos Cânions do Sul, Caçapava, Quarta Colônia e Uberaba. Os 13 capítulos mostram também territórios em estruturação em estados como Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Amazonas. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o geopatrimônio brasileiro e fortalecer ações de preservação e turismo de base científica e cultural.

 

Para o professor Marcos Nascimento, divulgar o patrimônio geológico do país é fundamental para valorizar a identidade territorial e promover novas oportunidades de educação e desenvolvimento sustentável. “O Brasil possui alguns dos sítios mais importantes do mundo, e torná-los conhecidos é um passo decisivo para protegê-los”, ressalta.

 

O livro é uma realização do Geoclube, Agemat e Febrageo, com patrocínio do Confea, Crea-MT e Mútua.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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