Devota celebra milagre na infância após acidente e segue fiel à Nossa Senhora

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Terezinha Boldrini/Arquivo Pessoal

Morando em Alta Floresta (a 789 km de Cuiabá) há mais de três décadas, a aposentada Terezinha Boldrini da Silva, de 68 anos, é devota de Nossa Senhora Aparecida, desde que sofreu um acidente, ainda criança, e recebeu um diagnóstico médico de que não sobreviveria, devido a uma fratura na coluna cervical. Com a devoção de seus pais e uma promessa feita à santa, Terezinha recebeu o que considerou um milagre.

Em relato ao , Terezinha disse que, à época, ela morava com os pais em um sítio, em Céu Azul, no Paraná. Segundo ela, a família tinha um galpão, onde armazenavam milho, local este que as galinhas também utilizavam para botar ovos.

“Eu estava acostumada, todo dia, a ir lá pegar esses ovos. Mas, quando a galinha põe os ovos e começa a chocar, elas ficam mais ariscas, né? Então, quando eu fui retirar o ovo, ao invés de pisar em cima do caibro [ripa de madeira], eu pisei bem na beiradinha e despenquei de uma altura de três metros e pouco e cai em cima de uma carroça de boi”, relembrou.

Em seguida, Terezinha disse que se lembra de gritar, pois não conseguia mexer o corpo, momento em que o cunhado dela a socorreu e a levou até os pais, que estavam desesperados, já que o local da queda era bem alto. Segundo a aposentada, um vizinho da família, chamado Paulo Timbal, tinha um Jeep então os pais dela pediram que ele os levasse até um hospital 

“Quando o médico fez a consulta, ele chamou meu pai e minha mãe e disse que a coisa era grave, que meu pescoço tinha fraturado, chegando a sair um osso do lugar e que isso estava pressionando ‘a parte mole do pescoço’. Foi aí que ele disse que ia fazer tudo o que podia, mas só por Deus que eu poderia me salvar”, relatou Terezinha.  Arquivo Pessoal

Terezinha Boldrini, durante sua visita mais recente a Aparecida, em 2022.

Logo em seguida o médico disse que a aposentada tinha que ficar imobilizada e ficar em observação por cerca de 24 horas. Nesse momento, ela disse que lembrava de ver seus pais chorando e não entendia o porquê, já que estava se sentindo melhor. Depois de tomar um remédio, Terezinha disse que acordou apenas no dia seguinte, onde ouviu o médico dizer a seus pais que ela estava fora de perigo. 

“Eu vi a mãe chorando e o pai chorando. Aí eu pensei, ué, mas eu tô bem agora, né, não sei por que tão chorando. E a mãe chorava, chorava, quase que desesperada, sabe? Mas aí, em 2, 3 dias, eles me deram alta e fui pra casa. Foi aí que minha mãe me falou que ela tinha feito uma promessa pra Nossa Senhora Aparecida, caso ela me salvasse”, disse.

Segundo Terezinha, seus pais (já falecidos) eram muito devotos a Nossa Senhora e, embora não tivessem condições de ir até Aparecida, em São Paulo, onde existe o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, eles disseram que iriam até Cascavel, outra cidade no Paraná, onde existe uma igreja de Nossa Senhora, para que pudessem pagar a promessa. 

“Porque ela me disse: ‘você melhorou, então, nós temos que ir, porque foi feita a promessa’. Mas passaram uns 4 anos, eu acho, ainda, pra gente pagar essa promessa. Aí eu lembro que nós fomos com uma caminhonete de um tio que morava em Santa Catarina, ele nos levou”. “ Foi muito emocionante, porque parecia que a cada passo que a gente dava, estava cada vez mais perto de Nossa Senhora. E eu lembro que eu disse, que foi um milagre, uma graça de Nossa Senhora Aparecida, que intercedeu por mim” Terezinha Boldrini

Ao perguntar como Terezinha se sentiu no momento em que foi pagar a promessa, ela afirmou: “foi muito emocionante, porque parecia que a cada passo que a gente dava, estava cada vez mais perto de Nossa Senhora. E eu lembro que eu disse, que foi um milagre, uma graça de Nossa Senhora Aparecida, que intercedeu por mim”, disse emocionada. 

Devoção continua após 56 anos

Após essa experiência, Terezinha disse que manteve sua devoção à Nossa Senhora. Mesmo após se mudar para Mato Grosso, quando tinha pouco mais de 30 anos. Para ela é uma relação muito próxima que se torna ainda mais emocionante quando está perto do dia 12 de outubro, data em que se comemora o dia de Nossa Senhora Aparecida. 

“É uma emoção muito grande. A gente agradece todos os dias. Não que a gente adore a imagem de Nossa Senhora, mas eu digo que a gente fica imaginando, na imagem que a gente tem dela, que é a nossa mãe. Porque eu digo assim, ela é tudo pra gente. Depois de Deus, foi Nossa Senhora, né?”, afirmou. 

Terezinha já esteve em Aparecida duas vezes, depois que se aposentou, por meio de excursões, sendo que na primeira foi acompanhada do marido, Valdeci Rodrigues da Silva (já falecido) e sua irmã, Cecília Boldrini. Recentemente, em 2022, ela e a irmã retornaram à cidade paulista, onde puderam celebrar suas devoções a santa. Arquivo Pessoal

Terezinha, sua irmã, Cecília, e outros membros da excursão, no sino de Nossa Senhora, em Aparecida, no ano de 2022.

A devoção a Nossa Senhora é uma tradição forte em todo o país e muitos acreditam que a intercessão da santa traz paz e proteção aos fiéis. Assim, os devotos não só cumprem promessas, mas também celebram a força da fé e a importância dos laços que unem os fiéis em momentos de necessidade.Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

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