
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) classificaram a prisão do líder como abuso e perseguição. Nas redes sociais, deputados e vereadores expressaram sua indignação diante da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que revogou a prisão domiciliar e determinou o cumprimento da pena em regime fechado na manhã deste sábado (22).
Um dos apoiadores mais fervorosos de Bolsonaro, o deputado federal José Medeiros (PL), disse que o ex-presidente é alvo de um “script” e que a tentativa de golpe, pela qual foi condenado a 27 anos, nunca ocorreu.
“Mantendo o script de uma condenação baseada em um ato ou uma tentativa de golpe que nunca ocorreu, Alexandre manda prender Bolsonaro por uma tentativa de fuga que nunca ocorreu… é o fim do direito”, opinou em sua rede social.
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O posicionamento é compartilhado pela deputada Coronel Fernanda (PL), que também fez publicação em seu perfil nesta manhã: “Prender preventivamente alguém que já cumpre domiciliar e está fragilizado é um abuso que fere a lógica jurídica. Fazer isso num sábado, com o Congresso parado, evidencia motivação política e tentativa de fugir do olhar público. Justiça não é instrumento de conveniência, é um princípio que está sendo distorcido. Bolsonaro livre”, escreveu a Coronel Fernanda.
O parlamentar Coronel Assis (PL) disse que a prisão é uma grande injustiça e pediu união entre os liberais.
“O Brasil está vendo, ao vivo, uma das maiores injustiças da nossa história recente. Mas também está nascendo algo maior: uma resistência unida, consciente e impossível de ser intimidada”, disse Coronel Assis.
Em tratamento de câncer e afastado das sessões presenciais na Câmara dos Deputados, Nelson Barbudo (PL) publicou um vídeo de um plantão nacional com a notícia da prisão do ex-presidente e desejou: “Força, Capitão!”
Prisão
A prisão do ex-presidente foi confirmada pela Polícia Federal nas primeiras horas da manhã deste sábado (22) em cumprimento à decisão do STF.
A medida ocorre um dia depois de a defesa do liberal ter protocolado um pedido de concessão de prisão domiciliar humanitária, alegando o estado de saúde debilitado do ex-presidente.
Na mesma semana, outros aliados haviam solicitado autorização para visitar Bolsonaro em sua residência. O deputado José Medeiros já havia obtido a liberação e visitaria o líder no começo de dezembro, assim como cerca de outros 15 apoiadores. O prefeito Abílio Brunini (PL) e o deputado Gilberto Cattani (PL) ainda aguardavam a decisão de seus pedidos.

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