
O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça (TJMT), determinou que o vereador Pablo Pereira (União) retorne ao cargo no Legislativo municipal. Na decisão desta sexta-feira (11), o magistrado também autorizou a retirada da tornozeleira de monitoramento eletrônico, usada pelo investigado.
O vereador foi preso durante a Operação Gota D’Água, que investiga desvio de recurso e serviços ilegais praticados por organização criminosa no Departamento de Água de Esgoto (DAE) de Várzea Grande. Além dele, diretores e servidores também são investigados pela polícia.
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“Defiro pedido formulado pela defesa do paciente PABLO GUSTAVO MORAES PEREIRA a fim determinar o imediato retorno ao exercício de seu mandato eletivo, assim como para revogar a medida cautelar de monitoração eletrônica”, diz trecho da decisão.
Mesmo sob liberdade condicional, o parlamentar tentava de reeleger, mas não conseguir votos suficientes.
Com a decisão, ele tem que cumprir algumas obrigações para não voltar para a cadeia ou ser afastado do cargo novamente.
Ele terá que comprovar as atividades mensalmente ao juízo, não poderá se envolver em novos crimes nem ter contato com demais investigados. Além disso, sua presença pé proibida nas dependências do DAE.
Operação Gota D’Água
A investigação da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) apontou diversas fraudes, dificultar o acesso da população várzea-grandense à ligação de água, com problemas artificialmente criados, além de diversas situações de cobrança de propina.
A Operação Gota d’Água foi deflagrada no dia 20 de setembro para desarticular uma organização criminosa instalada na Diretoria Comercial do Departamento de Água e Esgoto do município de Várzea Grande (DAE-VG).
Foram decretados 123 mandados judiciais, entre prisões preventivas, busca e apreensão, suspensão de função pública, sequestro de bens e bloqueio de valores e medidas cautelares diversas.

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