Ex-deputado da era Dante de Oliveira lança livro sobre políticas, memórias e injustiças

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Na próxima segunda-feira(17), às 15h, no auditório Liu Arruda, espaço do Tribunal de Contas de Mato Grosso, em Cuiabá, o ex-deputado constituinte José de Arimatéa Silva, 86, lança o livro A Sutileza – Não Tão Sutil Assim

O livro é um ensaio autobiográfico contundente sobre dignidade, exclusão e resistência. Enquanto muitas narrativas analisam a política por cima, essa mergulha no que provoca por dentro. Todavia, o livro, A Sutileza – Não Tão Sutil Assim, faz algo mais raro: ele conversa.

 

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Conversa com quem viveu injustiças, com quem nunca teve voz, com quem acha que política é só para os de terno, e descobre, entre uma lembrança e outra, que política é, na verdade, sobre gente. Escrito por José de Arimatéa Silva, a obra é uma autobiografia que se revela, página após página, como um manifesto de resistência e humanidade.

Sem gritar palavras de ordem, Arimatéa constrói um retrato do Brasil por dentro da própria vida. Filho da seca, nordestino, negro, dentista e deputado constituinte, ele transforma suas memórias em espelho social, mostrando como o país tratou (e ainda trata) quem vem das margens.

“A minha história é uma história comum. E talvez por isso, tão importante de ser contada”, escreve o autor.
Deputado constituinte, ele esteve ao lado de Dante de Oliveira na luta pela redemocratização do país, um período que marcou também o nascimento político do Estado moderno de Mato Grosso.

Mesmo sem fazer da dor uma trincheira ideológica, A Sutileza – Não Tão Sutil Assim, é um livro profundamente político, desses que formam opinião sem precisar levantar bandeira. O autor fala sobre racismo, exclusão e desigualdade com a delicadeza de quem viveu tudo isso e escolheu não endurecer. A linguagem é simples, quase oral, e o impacto é direto.

“Quando fiquei sabendo que ele tinha escrito um livro, achei que seria uma biografia, mas, na verdade, é muito mais do que isso”, diz Tayná Meirelles, editora e publisher da Então Editora.

“É quase uma aula de história sobre grandes acontecimentos da história do país, contadas sob o ponto de vista de quem estava lá de verdade”, acrescenta ela. “É um ponto de vista muito diferente, porque é raro vermos alguma pessoa negra contando a história do nosso país”, completa a editora.

“A trajetória narrada provoca emoções que vão da ternura à indignação. Entre risos e raivas, o leitor se reconhece, ou reconhece o país. É essa mistura de afeto e crítica, memória e manifesto, que torna a obra universal”, avalia Tayná Meirelles.

O lançamento contará com sessão de autógrafos, fala do autor e presença de convidados ligados à história política e cultural de Mato Grosso. A entrada é gratuita e aberta ao público..

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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