
A sessão pública para a formação da lista sêxtupla de concorrentes à vaga de desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), pelo quinto constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB/MT), inicia nesta sexta-feira (10), com mais uma desistência. Até o momento foram dois recuos e pedido de advogada ameaça participação de outros 3.
O advogado Oswaldo Cardoso decidiu deixar a disputa, mesmo considerado um dos favoritos, tendo como apoiadores e apoiado pelo chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União). Antes dele, Rodrigo Bressane também saiu da corrida, que agora terá 20 nomes para 6 vagas, sendo 3 homens e 3 mulheres.
O favorito ao cargo, advogado Ricardo Almeida, classificou a sessão como histórica e democrática. Ele se diz orgulhoso de participar da disputa.
“O quinto constitucional leva ao Tribunal a visão da advocacia, a visão daquilo que os profissionais da advocacia passam do lado de cá do balcão. Assim como também os membros do Ministério Público, que integram o Tribunal pela vaga do Ministério Público. Então, isso fortalece o Tribunal, isso dá uma visão de diferentes ângulos do sentido de se fazer Justiça, que é o grande objetivo”, disse.
Já entre as mulheres, Angeliza Segura também figura como uma das favoritas, já que representa a categoria no interior. Ela destacou a falta de mais mulheres advogadas nos espaços de decisões. “A gente sempre escuta muito discurso falando da importância da mulher, mas, na prática, nós não vemos isso. Nós somos maioria na base da advocacia, mas seguimos em minoria nos espaços de decisão”, alegou.
Sobre o pedido de impugnação, Segura afirmou que os questionamentos já foram superados pela própria OAB, que aceitou sua inscrição, e que isso deverá ser confirmado entre os conselheiros.
“Acredito que não tenha fundamento, porque todas as peças que juntei, inclusive para comprovar os 10 anos, eu juntei a mais e na impugnação não foram consideradas, infelizmente. E a questão do meu desligamento do cargo, eu me desliguei do cargo do Tribunal de Defesa das Prerrogativas em julho, ou seja, dois meses antes do necessário, então eu tô muito tranquila com relação com a inação”, completou.
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