
PJC
A Polícia Civil deflagrou na manhã desta sexta-feira (10) a Operação Ophis, para cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão domiciliar, contra membros de uma facção criminosa envolvida em crimes de tráfico de drogas, homicídios, e extorsão de comerciantes, em Campinápolis (a 658 km de Cuiabá).
Segundo a assessoria, os alvos das prisões são o chefe da facção na região e o seu braço-direito, que atuava como disciplina da organização criminosa, sendo o responsável por pegar e distribuir a droga na região, assim como aplicar castigos e executar desafetos do grupo.
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara do Crime Organizado em Cuiabá e pela Vara Única de Campinápolis.
As investigações iniciaram há cerca de 8 meses durante a apuração de um crime de homicídio ocorrido em Campinápolis, envolvendo membros da facção criminosa. Durante as investigações, a equipe de policiais conseguiu obter informações detalhadas sobre o modo de ação do grupo criminoso, em especial, na atividade do tráfico de drogas, identificando as lideranças e outros integrantes.
Os dois investigados, apontados como lideranças d e alvos dos mandados de prisão preventiva, atuavam em diferentes frentes desde o monitoramento da cidade, controle da quantidade de drogas que cada ponto de venda iria receber, aquisição do entorpecente que vinha de fora, além de crimes violentos como homicídio e extorsão a comerciantes da região.
Com base nos elementos, o delegado responsável pelas investigações, Adriano Cavalheri, representou pelas ordens judiciais contra os investigados, que foram deferidas pela Justiça e são cumpridas na operação com foco na desarticulação da atuação da facção criminosa na região.
“Seguindo a política de Tolerância Zero ao crime organizado no estado de Mato Grosso, a Delegacia de Campinápolis focou no combate à atividade da facção criminosa, buscando além da prisão das lideranças da região, a apreensão de documentos, celulares, valores e outros elementos que venham conter informações para individualização das condutas e responsabilização de cada um dos investigados”, disse o delegado.
Nome da operação
Ophis, que vem do grego antigo e significa “serpente”, representa a capacidade de se movimentar furtivamente entre vários ambientes, pronta para atacar e inocular o veneno. A expressão faz referência à atuação da facção criminosa que espalha veneno pela sociedade por meio do tráfico de drogas e os ataques covardes ligados aos homicídios e outros crimes violentos.
A palavra também tem significado positivo que remete a renovação, proteção e força vital, após a ação da Polícia Civil que resultou na desarticulação do grupo criminoso.
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