Juíza cita ‘desprezo pelo feminino’ e mantém preso acusado de assassinato em hotel

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A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da Segunda Vara Criminal de Sinop, manteve a prisão de Pedro Padilha de Oliveira,53, acusado de matar a namorada Geovana Diogo da Silva, 22, em um, hotel da cidade. Ele passou por audiência de custódia na quarta-feira (8) e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.

Na decisão, a juíza ponderou que “a conduta imputada ao custodiado demonstra desprezo pela vida humana e pelo gênero feminino, demandando resposta imediata do Estado para resguardar a ordem pública e evitar a reiteração delitiva”, ao embasar a determinação.

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A magistrada argumentou ainda que a liberdade do homem revela perigo à sociedade, uma vez que esganou a vítima com as mãos após “mera discussão” motivada por ciúme. À Polícia Militar, ele admitiu o crime e disse que “perdeu a cabeça” ao atacar a jovem sob desconfiança de traição.

Na audiência, a defesa do homem pediu que ele acompanhasse o processo em prisão domiciliar, cumprimento medidas cautelares. Porém, a juíza considerou que as imposições seriam insuficientes considerando o crime cometido, que hoje tem a maior pena no país, podem chegar a 40 anos.

 

“A liberdade do custodiado, neste momento, representaria risco concreto à ordem pública, considerando a gravidade do crime e suas circunstâncias”, disse.

Além disso, o homem não é réu primário, tendo condenação pelo crime de furto.
“Com essas considerações, converto a prisão em flagrante do autuado, com fundamento preventiva Pedro Padilha de Oliveira”, decidiu a juíza de Sinop.

 

O caso

A jovem estava desaparecida desde a manhã do dia 7 de outubro, quando saiu para encontrar o namorado. O celular da vítima não recebia mensagens e as ligações. A mãe estranhou o fato, já que ela nunca passava a noite fora de casa e que não deixava de atender as ligações.

 

Já no começo da tarde, a Polícia Militar foi acionada assim que o corpo de uma jovem foi encontrado dentro do quarto do Hotel Covari. Quando as equipes chegaram, confirmaram que se tratava de Geovana.

Horas depois, Pedro foi preso em um sítio de Santa Carmen, cidade vizinha a Sinop. Ele aparecia nas câmeras de segurança do hotel e foi a última pessoa vista com a jovem.

Preso, ele assumiu o crime e segue detido.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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