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A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 2ª Vara Criminal de Sinop, converteu para preventiva a prisão de Pedro Padilha de Oliveira , de 53 anos, que foi detido na terça-feira (06) suspeito de matar a sua companheira, a jovem Geovana Diogo da Silva, de 21 anos. A vítima foi encontrada morta com sinais de estrangulamento no quarto do Hotel Covari. O homem confessou o crime e afirmou que teria sido motivado por ciúmes.
Durante audiência de custódia, realizada nessa quarta-feira (07), a juíza destacou que a garantia da ordem pública ficaria ameaçada caso Pedro Padilha fosse colocado em liberdade. “Considerando a gravidade concreta do delito praticado, que ceifou a vida de uma mulher em contexto de violência doméstica e familiar, revelando periculosidade do agente e extrema violência na execução do crime”, diz trecho.
“Ressalto, ainda, que a periculosidade do agente se revela pela forma com que o delito, em tese, foi praticado, esganadura por uma mera discussão, conforme relatado nos autos, o que gera fundado temor na comunidade e impõe a necessidade de segregação cautelar para acautelar o meio social. A liberdade do custodiado, neste momento, representaria risco concreto à ordem pública, considerando a gravidade do crime e suas circunstâncias”, acrescenta a magistrada.
Ela também considerou que, pela pena do feminicídio ser alta – hoje, caso condenado, o réu poderia pegar entre 20 a 40 anos de prisão –, também existe o risco de fuga, caso Pedro ficasse em liberdade. “A garantia da aplicação da lei penal também justifica a manutenção da custódia cautelar, considerando a pena elevada prevista para o delito de feminicídio, que pode gerar no custodiado o desejo de evadir-se para não responder ao processo criminal e eventual condenação”.
“Com essas considerações, converto a prisão em flagrante em preventiva do autuado Pedro Padilha De Oliveira, com fundamento no art. 312 do CPP, visando garantir a ordem pública”, decidiu a juíza.
O crime
Como já publicado pelo , Geovana Diogo da Silva foi encontrada morta com sinais de estrangulamento no quarto do Hotel Covari. O suspeito, companheiro da vítima, foi localizado em Santa Carmem, onde ele residia. Ele foi encontrado deitado em uma vegetação próxima a uma região de chácaras e, ao ser preso, confessou o crime.
A motivação do crime, segundo ele, foi ciúmes. O homem suspeitava de traição por parte da mulher e, após um encontro no hotel, estrangulou Geovana com as próprias mãos até a morte. O homem ainda disse à polícia que saiu “tranquilo” do quarto após o crime e fugiu para sua cidade.
“Aí, eu acabei perdendo a cabeça e peguei no pescoço dela”, disse em vídeo registrado pela PM. “Aí eu peguei e saí, saí pela porta tranquilo”, relatou o suspeito.
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