
O deputado estadual Elizeu Nascimento (PL), sargento da reserva da PM, defendeu que o governador Mauro Mendes (União Brasil) e o secretário de Estado de Segurança Pública, César Roveri, tenham a sensibilidade para realizar o chamamento de novos policiais militares concursados para recomposição do quadro de servidores. Dados dos lotacionograma da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), referente ao 1º trimestre de 2025, mostram cerca de 6 mil cargos vagos na corporação.
Mauro Mendes tem demonstrado uma postura de cautela quanto ao acionamento dos concursados, sustentando que eles participaram de um certame para cadastro de reserva, ou seja, seriam chamados se houver necessidade e claro, condições financeiras do estado para arcar com os custos. Dessa forma, defende um planejamento para futuras nomeações.
JL Siqueira
No entendimento de Elizeu, o chamamanento não é um gasto, mas uma ação necessária para recompor o quadro de servidores da Segurança Pública. Ele expressou preocupação com o déficit, citando que quando entrou na PM em 1998, sua turma era de quase 1000 agentes, que já possuem mais 25 anos de carreira, ou seja, estariam próximos de aposentar, tanto homens, como mulheres: “Você já imaginou se aposenta 1.000 policiais de uma vez só? Então imagina só vocês o quanto que é o déficit que vai ter se aposenta 1.000, você chama 200”, disse.
“Não existe gasto. A população precisa de policiamento na rua, ela precisa de rondas, ela precisa de um efetivo para poder atender a demanda […] O diálogo tem acontecido, eu sempre que tenho oportunidade de falar com o governador, secretário da Casa Civil, secretário de Segurança Pública e Comando Geral da PM, nós temos buscado. Nós estamos esperando a sensibilidade por parte deles de reconhecer realmente que nós precisamos colocar mais policiais nas fileiras da Polícia Militar”, emendou o parlamentar.
Em junho deste ano, representantes das Forças de Segurança e lideranças de diversos municípios se reuniram na Asssembleia Legislativa (ALMT) para discutir melhorias nas condições de trabalho e salários. Na oportunidade, a deputada Janaina Riva (MDB) indicou que, dadas as dimensões do estado, Mato Grosso precisaria de 12 mil policiais na ativa – enquanto, atualmente, possui aproximadamente 7 mil servidores na carreira militar.
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