
O deputado estadual Paulo Araújo (PP) afirmou que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, de adiar a redistribuição de vagas na Câmara dos Deputados para 2030, afeta diretamente o xadrez político de Mato Grosso, que não conseguirá ampliar espaço com deputados federais em Brasília e consequentemente, não permite o aumento do número de parlamentares na Assembleia Legislativa (ALMT).
A Câmara dos Deputados e o Senado haviam aprovado o aumento de 513 cadeiras para 531, ao invés de redistribuir conforme determina a Constituição com base do indíce populacional, que apontou um movimento populacional com ganhos e perdas, que deveria refletir nas bancadas. Assim, o presidente da República Lula (PT) vetou a ampliação, que retornou ao STF. Fux atendeu ao pedido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil – AP), para que o tema voltasse a discussão somente em 2030 – pedido que foi acatado.
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“Com a decisão do Supremo limitando o número de vagas a 24 vagas, o xadrez político das montagens de chapa mudou consideravelmente. Nós temos um limitador de 20%, ou seja, o candidato para ganhar, ele vai ter que fazer no mínimo 17 mil votos. Com isso, afugentou muitos pré-candidatos que vinha a possibilidade de ganhar com menos votos”, reclamou Paulo Araújo, que era favorável a redistribuição das atuais 513 cadeiras.
Com a redistribuição ou ampliação, Mato Grosso ganharia mais duas cadeiras de deputados federais, o que refletiria em mais 6 deputados estaduais. Assim, Paulo Araúho estima que tendo somente 24 vagas em disputa à ALMT, seu grupo deve pulverizar candidaturas em partidos aliados nas eleições de 2026. Ele indicou que os partidos pertencentes a base do governador Mauro Mendes (União Brasil), como União Brasil e PP, devem buscar abrigo no PRD, PSDB, Podemos e Republicanos, pensando em uma acomodação de lideranças, tanto com e sem mandato, para que o quociente eleitoral conquistado possa ser suficiente para angariar o máximo de cadeiras no parlamento estadual.
“Dificilmente algum partido vai fazer quatro cadeiras. E nós temos os deputados da base de sustentação política do governo. Então, é lógico que nós, que representamos esse grupo político, fazemos parte desse grupo político, nós queremos o maior número de vagas. Então, é trabalhar com a legislação, tentar fazer uma redistribuição desses deputados alinhados com esse grupo político, para que nós tenhamos o maior número de deputados do grupo político eleito ou reeleito para o próximo mandato”, comentou.
Mais cadeiras
O texto apresentado e aprovado no Congresso previa que nenhum Estado perderia deputados e que nove iriam ganhar: Amazonas (mais 2); Ceará (mais um); Goiás (mais um); Minas Gerais (mais um); Mato Grosso (mais 2); Pará (mais 4); Paraná (mais 1); Rio Grande do Norte (mais 2); Santa Catarina (mais 4). Paulo considerou que a decisão impede Mato Grosso de ter representantes no Congresso Nacional mesmo com o crescimento populacional , tirando a capacidade de atrair mais investimentos.

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