
A Promotoria de Justiça de Porto Esperidião (326 km a Oeste) denunciou 7 envolvidos no sequestro e morte das irmãs Rayane Alves Porto e Rithiele Alves Porto no último dia 14 de setembro. Além delas, também foram vítimas do grupo os jovens R.A.P., H.F.B. e V.A.S., que sobreviveram.
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O rol de crimes imputados aos denunciados inclui associação criminosa qualificada, tortura, extorsão mediante sequestro com resultado morte e roubo.
De acordo com a denúncia, Rosivaldo Silva Nascimento, Maikon Douglas Gonçalves Roda, Ana Claudia Silva, Lucas dos Santos Justiniano, Adrian Ray Rico Lemes da Silva e Rosicléia da Silva vão responder pelos crimes de organização criminosa, tortura, sequestro mediante resultado morte, no caso das irmãs, e em relação à vítima R.A.P. pelo crime de lesão grave. A denúncia inclui ainda Matheus da Silva Campos, que vai responder por organização criminosa e tortura.
Segundo o MP, os denunciados são pessoas ligadas a uma facção criminosa e tomaram conhecimento de uma postagem em rede social na qual as vítimas Rithiele, Rayane e R.A.P. aparecem fazendo um gesto com as mãos. Na visão dos denunciados, tal gesto seria uma alusão a uma facção criminosa rival.
“Por esse motivo, os denunciados se associaram para forçar as vítimas a comparecerem ao chamado ‘tribunal do crime’ e lhes aplicarem um ‘salve’. Essas expressões referem-se à prática de submeter pessoas a uma espécie de julgamento interno da facção criminosa, onde se avalia se as vítimas agiram em desacordo com os interesses da organização”, diz um trecho da denúncia.
Segundo o MP, o grupo contou com a participação de pelo menos 8 adolescentes, com idades entre 14 e 17 anos, que também já foram alvos de representação pela prática dos atos infracionais. A atuação criminosa foi monitorada por meio de chamada de vídeo por outro indivíduo, que exercia a função de liderança do grupo.
Consta na denúncia que as vítimas foram abordadas na madrugada do dia 14 de setembro, quando deixavam o festival de pesca, e foram levadas para o cativeiro. Os jovens H.F.B. e V.A.S. conseguiram escapar sem sofrer lesões. Já as irmãs Rithiele e Rayane e R.A.P. foram torturados por pelo menos 3 horas, envolvendo agressões e ameaças. Dos 3, apenas o rapaz conseguiu sobreviver aos ferimentos.
Conforme o Ministério Público, não tendo encontrado qualquer indício de envolvimento das vítimas com facções criminosas, os acusados passaram a exigir que elas ligassem para pessoas próximas, solicitando o pagamento de resgates. Mesmo tendo conseguido obter a quantia de R$ 11 mil, os denunciados não liberaram as vítimas do cativeiro.
Os denunciados estão presos nas cadeias públicas de Araputanga, Cáceres e Cuiabá. A denúncia foi oferecida à Justiça no dia 1º de outubro.

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