
Em meio a crescente de casos relacionados à intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas, diversas medidas foram adotadas pelas autoridades públicas para enfrentar a situação. Ao todo, o país já registrou 59 casos de intoxicação, sendo 11 já confirmados em laboratório e 48 em investigação.
Nesta tarde, um dos principais fornecedores de materiais para a produção de destilados adulterados foi preso, na Zona Norte de São Paulo. Os itens usados para produzir as falsificações de uísque, vodcas e gins eram armazenados em dois imóveis diferentes.
Ele comercializava desde garrafas, tampas, rótulos e caixas para embalar, até os selos arrecadadores de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) da Receita Federal falsificados para por nos vasilhames. As informações apontam que o material abastecia diversas regiões do estado de São Paulo, especialmente no interior.
Divulgação/Governo de SP
Além das fiscalizações realizadas em bares e distribuidoras para identificar possíveis irregularidades, órgãos estaduais e federais mobilizaram uma série de ações de emergência.
O Ministério da Saúde instalou uma “Sala de Situação”, na última quarta-feira (1), visando monitorar os casos de intoxicação por metanol decorrentes do consumo de bebida alcoólica e coordenar as medidas que precisam ser adotadas em resposta a esta crise.
A instalação da Sala de Situação foi motivada pelo cenário de aumento significativo de casos. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que a situação é “anormal e diferente de tudo o que consta na nossa série histórica”.
A Sala de Situação é definida como um espaço onde a informação em saúde será analisada sistematicamente por uma equipe técnica. O objetivo central dessa análise é caracterizar a situação de saúde da população intoxicada por metanol.
Como parte de suas funções, a equipe técnica irá:
Planejar as medidas a serem adotadas;
Organizar as ações necessárias;
Coordenar a resposta;
Controlar as medidas durante este evento de Saúde Pública.
Segundo o ministério, a medida possui um caráter extraordinário e vai permanecer ativa enquanto persistirem o riscos sanitário e a necessidade de monitoramento e de resposta nacional à intoxicação por metanol após o consumo de bebida alcoólica.
Acionamento de autoridades internacionais
Diante do cenário, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) acionou autoridades reguladoras internacionais para trazer um antídoto contra a substância para o Brasil. Para viabilizar a disponibilidade do medicamento, conhecido como fomepizol, a agência de vigilância já consultou formalmente as autoridades sobre a autorização para comercializar o produto.
Segundo a agência, o medicamento não tem registro sanitário no país, fator que leva à busca por fornecedores em outros países para atender à demanda do SUS (Sistema Único de Saúde).
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