
Um garimpo ilegal que seria controlado pela facção Comando Vermelho, localizado em Pontes e Lacerda (444 km de Cuiabá) e dentro da Terra Indígena Sararé, foi desocupado. A operação no chamado “Garimpo do Cururu” havia sido deflagrada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e durou três dias. Conforme as investigações, o CV exerce o controle de diversas áreas dentro do território indígena com grupos fortemente armados, munidos de grande quantidade de armamentos de uso restrito.
Durante a ação, houve confronto entre policiais e garimpeiros , que dispararam com fuzis. Um homem e uma mulher foram feridos, receberam atendimento de primeiros socorros dos agentes ainda no local e foram removidos para atendimento em uma unidade médica de Pontes e Lacerda. Os dois suspeitos estão fora de risco. Nenhum policial ou agente foi ferido. Divulgação/Ibama
Vista aérea de acampamento de garimpo ilegal em terra indígena mato-grossense
Ao chegar no local, as forças policiais foram recepcionadas com tiros de fuzil. Na última semana, foram ao menos três confrontos que, segundo relatos, foram intensos. A operação durou três dias, de 28 a 30 de setembro, com a participação de 80 agentes policiais e seis helicópteros. O controle da área só foi ocorrer no segundo dia de operação, quando muitos criminosos fugiram do garimpo.
A operação apreendeu 13 armas, um fuzil 5.56 mm, duas espingardas calibre 12, munições e explosivos. Além disso, maquinários como 42 motores estacionários, três escavadeiras hidráulicas, um quadriciclo, duas caminhonetes, 13 motobombas, 18 motores geradores, três motosserras, oito motocicletas, 14 depósitos subterrâneos (bunkers) e 101 acampamentos.
Os bunkers eram utilizados para esconder os equipamentos ilegais e funcionam como abrigos subterrâneos em que eram guardados também os insumos e armamentos, o que afetava diretamente as ações de fiscalização e apreensão. A desocupação é uma das fases da Operação Xapiri, que visa combater o garimpo ilegal e fazer a retirada de invasores na Terra Indígena Sararé desde 1º de agosto.
Conforme informações do órgão, a ação contou com a Polícia Federal, a Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, o Gefron, o Bope e o Centro Integrado de Operações Aéreas, o Grupo Tático 3 da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil do Estado de Goiás. O número de invasores foragidos não foi divulgado. Divulgação/Ibama
Agente do Ibama na entrada de uma cavidade utilizada pelos criminosos
Sobre a TI Sararé
Uma das mais afetadas pelo garimpo ilegal no Brasil, a Terra Indígena Sararé possui 67 mil hectares e é habitada por indígenas da etnia Nambikwara. Localizada na fronteira do país e no estado de Mato Grosso, considerada zona sensível pela incidência de crimes como o tráfico de drogas e de armas, estima-se que aproximadamente 2 mil hectares tenham sido devastados pela exploração ilegal de ouro, impulsionada por organizações criminosas armadas que invadiram e atuam dentro da área.Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

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