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O suspeito Vitor Hugo Oliveira da Silva – identificado como o piloto da moto utilizada na execução da personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes, de 33 anos – afirmou que havia sido chamado pelo policial militar Raylton Mourão para um serviço de capinagem, mas que quando chegou no local percebeu que o ex-patrão iria tirar a vida da vítima. Ele relatou ainda que podia ter parado a moto e voltado atrás, mas que decidiu continuar com medo de ser morto pelo militar.
Vitor fez o relato durante interrogatório feito pelo delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), que confirmou as informações na manhã desta quarta-feira (1°). De acordo com o depoimento do suspeito, Raylton teria falado com Vitor um dia antes do crime, pessoalmente, pedindo um serviço a ele, mas não teria especificado qual.
“Nas palavras do Vitor, ele entendeu que seria um serviço de capinagem, porque o Vitor já trabalhava com ele, dois anos atrás, como ajudante na empresa de Raylton. Na data de hoje, Vitor informou que saiu com ele [Raylton] às 3h30 da manhã, para fazer um serviço de capinagem. Eu questionei: mas às 3h30? E ele foi se soltando e contando que realmente, quando foi 4h da manhã, entendeu que não tinha capinagem nenhuma”, explicou Bruno.
Ainda conforme o suspeito, naquele momento, ele já teria entendido que alguma coisa ruim iria acontecer. Quando o Railton avistou e disse “emparelha” naquele carro que estava saindo da residência, naquele momento, ele [Vitor] já sabia que o Raylton ia tirar a vida daquela pessoa.
O delegado ainda questionou o jovem, se ele não tinha o livre-arbítrio e se poderia ter parado e voltado atrás. “Ele falou assim: poderia, mas continuei. Porque o Raylton com certeza iria me dar um tiro se eu não parasse ali […] Decidi continuar com medo de morrer”.
Vitor Hugo foi preso nessa terça-feira (30), a caminho de Cáceres (a 222 km de Cuiabá). Ele ainda relatou ao delegado que assim que o PM disparou os tiros em Rozeli, eles fugiram. Depois disso, Raylton deixou o jovem umas três quadras adiante e seguiu sozinho de moto. Deixou o veículo em outro local e volto a pé para casa. O suspeito ainda relatou que recebeu R$ 180 no dia anterior ao crime e mais R$ 300 no dia seguinte, além de um celular dado pelo policial.
“Um crime totalmente fútil, por uma ação judicial envolvendo aproximadamente R$ 15 mil”, disse.
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