
O ex-policial militar Almir Monteiro dos Reis, 49, foi condenado a 37 anos de prisão em regime inicial fechado por homicídio qualificado, estupro de vulnerável e fraude processual. Ele foi julgado pela morte da advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni, nesta quinta-feira (25), no Fórum de Cuiabá. Ela foi espancada, asfixiada e morta na madrugada de 13 de agosto de 2023, no interior da residência do réu, no bairro Santa Amália. Seu corpo foi deixado dentro de seu carro, no Parque das Águas.
Conforme a decisão do júri – proferida pouco depois das 20h -, dos 37 anos de prisão, 36 são de reclusão e um de detenção. Além disso, ele absolvido da acusação de ocultação de cadáver. A juíza determinou que ele continue preso e não poderá recorrer da decisão.
O processo tramitou em segredo de Justiça e foi determinado pela juíza da 1ª Vara Criminal, Mônica Catarina Perri Siqueira, que apenas pessoas diretamente ligadas ao caso acompanhassem a sessão, atendendo ao pedido da assistência de acusação, que representa a família da vítima. Não foi permitido acesso acesso da imprensa ao plenário. Algumas informações foram repassadas à imprensa pela assessoria do TJMT sobre o andamento do julgamento, limitado a procedimentos técnicos.
Com 7 jurados, para a composição do júri foram sorteados 6 homens e uma mulher para representar o Conselho de Sentença. Ao longo da sessão, estavam previstas oitivas de 6 testemunhas, com o interrogatório do réu na sequência, de forma presencial. Preso na Cadeia Pública de Chapada dos Guimarães, Almir foi deslocado para Cuiabá para sentar no banco dos réus.
Por volta do meio-dia foram ouvidas as testemunhas tanto da defesa quanto da acusação. Das 7 testemunhas arroladas, uma testemunha de defesa foi dispensada e dois investigadores de polícia, arrolados pela acusação, também foram dispensados. Foram ouvidos o delegado responsável pelas investigações, uuma perita criminal e mais duas testemunhas.
Foi dada uma pausa para almoço e na volta do intervalo o réu foi ouvido. Não há informações sobre o conteúdo do que foi dito por Almir durante sua fala em juízo. Em seguida, iniciou-se a fase de debates, começando com a arguição da Promotoria de Justiça, ou seja, da acusação, que utilizou todo tempo disponível (uma hora e 30 minutos) para apresentar seus argumentos.
Às 15h35, a defesa iniciou sua arguição e tem direito ao mesmo tempo destinado à parte acusatória para realizar a defesa do réu. Já às 17h28, o Ministério Público retornou à tribuna para apresentar a réplica, manifestando-se sobre os argumentos expostos pela defesa.
Por volta das 18h40, o Ministério Público encerrou a apresentação da réplica, que teve duração de aproximadamente uma hora. Na sequência, a defesa usou o direito à tréplica, que também poderá durar uma hora.
Encerradas as manifestações orais, com a apresentação da réplica pelo Ministério Público e o subsequente requerimento de tréplica pela defesa, os autos foram submetidos à votação pelo Conselho de Sentença, que se reuniu em sala fechada para deliberar os quesitos sobre autoria, materialidade e outros pontos sobre o caso.
Após o procedimento, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, que presidiu a sessão, fez a leitura da sentença
Inicialmente a família informou que se manifestaria apenas por meio de carta aberta, a ser divulgada após o julgamento.
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