
A vereadora por Cuiabá, Michelly Alencar (União) deu sinais de que pode deixar o partido União Brasil após resposta do presidente do diretório estadual do partido, o governador Mauro Mendes (União), que mencionou que os diálogos sobre 2026 estão ‘sendo feitos com quem precisa ser feito’, após críticas da vereadora. A parlamentar sinalizou que tem recebido convites de outras siglas e aguarda ser convidada a sair.
“Se a discussão não chegou a quem tinha que chegar, se eu não faço parte dessa discussão, mesmo sendo a única vereadora do partido da capital, com a intenção de disputa para o pleito do ano que vem e eu não preciso estar dentro das discussões, isso me dá um sinal que eu não, não preciso estar dentro do partido”, disse em entrevista nos corredores da Câmara Municipal nesta quinta-feira (25).
A fala vem em momento em que diversos partidos já discutem antecipadamente a construção de chapas para eleições de 2026. Além de Michely, outros membros do União já haviam criticado anteriormente a ‘morosidade’ da sigla em dialogar e apontar possíveis nomes à pré-candidatura, à menos de um ano das convenções partidárias.
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Diante de uma fala da vereadora sobre o tema, o governador mencionou recentemente: “Talvez o diálogo não esteja ainda disponível a todos os vereadores do Estado de Mato Grosso. Mas, o diálogo está sendo feito com quem precisa ser feito nesse momento”.
Nesta quinta a vereadora assinalou que não será mais ‘inconveniente’. “Só me dê a minha carta e está tudo certo, estarei lá pronta para pegar minha carta e conversar com outros partidos”, respondeu.
Michely ainda citou que vários partidos já a convidaram, mas que por respeito a sua sigla nunca trocou de partido, desde que entrou para a política, entrando no Democratas, que passou a União Brasil e agora segue na Fusão União-Progressista, com o PP.
“Se eu não faço parte das discussões, o líder do partido já diz isso, ‘ela não precisa estar nessas discussões’, então se eu não preciso está ótimo, já entendi o recado, só fazer minha carta que a gente vai conversar com quem quer eu discutir”, concluiu.
Questionada por jornalistas se, por ser alinhada a direita, migraria ao Partido Liberal ou Republicanos, que já possuem outros nomes femininos a candidatura, Michely ponderou que chapas são feitas de vários nomes e que deveriam ser mais abertas.
“Em uma chapa tem que ter várias mulheres. O PL elegeu a Samantha e a Paula, duas mulheres. No Republicanos elegeu Maísa, Eduardo Magalhães e Daniel. A construção não é de uma mulher, são várias mulheres. Eu acho que tem espaço para todo mundo, tem espaço porque ninguém é igual a ninguém”, avaliou.

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