Prevenção contra HPV é chave para evitar câncer de colo do útero

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Um estudo internacional mostra que o HPV (papilomavírus humano) e doenças associadas, como o câncer de colo do útero, geram um custo de cerca de R$ 1,9 bilhão por ano ao sistema de saúde brasileiro. Além de representar risco à vida, a falta de prevenção também pressiona os gastos públicos.

“O HPV é o vírus sexualmente transmissível mais frequente no mundo e tem como alvo a pele e as mucosas. Já foram identificados mais de 200 tipos, alguns responsáveis pelo aparecimento de verrugas genitais e outros ligados ao desenvolvimento de cânceres, como os de colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta”, explica o infectologista Marcelo Cordeiro, consultor médico do Sabin Diagnóstico e Saúde. 

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Entre os mais agressivos, o câncer de colo do útero é destaque: é o terceiro tumor mais comum entre mulheres no Brasil (exceto os de pele não melanoma) e a principal causa de morte por câncer na região Norte. Neste mês, a campanha “Setembro em Flor”, promovida pelo Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), reforça a importância do acompanhamento ginecológico para diagnóstico precoce.

Como se prevenir

A forma mais eficaz de prevenção é a vacinação, indicada antes do início da vida sexual. O uso de preservativos, o exame preventivo (papanicolau) e consultas médicas regulares também ajudam a identificar e tratar lesões em estágio inicial.

No Brasil, desde 2024, o esquema vacinal para meninos e meninas de 9 a 14 anos é de dose única, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que busca erradicar o câncer de colo do útero até 2030. Pessoas imunocomprometidas, como pacientes com HIV, câncer, transplantados ou vítimas de violência sexual, entre 15 e 45 anos, devem manter o esquema de três doses.

A rede pública oferece vacina que protege contra quatro tipos do HPV. Já na rede privada, existe a versão nonavalente, que amplia a proteção para nove tipos do vírus.

“Cada medida de prevenção contra doenças representa uma forma de economia, tanto para o paciente, que evita o adoecimento e os tratamentos longos e caros, quanto para o sistema de saúde, que pode direcionar recursos para outras necessidades”, pontua o infectologista do Sabin. 

Em caso de infecção

Muitas vezes a infecção é silenciosa, mas pode se manifestar com verrugas genitais ou pequenas lesões na pele da vulva, vagina, colo do útero, pênis, escroto, ânus ou garganta. Diante desses sinais, a recomendação é procurar um médico para avaliação. O profissional pode solicitar exames, como papanicolau (nas mulheres) ou peniscopia (nos homens), além de indicar o tratamento mais adequado.

Link da Matéria – via RD News

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